A Igreja do Rito Ucraniano Católico de Cascavel deverá ser demolida nos próximos dias, para a construção de um novo templo no local. Muita discussão envolve a decisão de demolir a igreja que foi construída em 1966 por membros da comunidade ucraniana. Representantes da igreja dizem que a prefeitura não formulou nenhuma proposta oficial para restaurar o templo, já o outro lado diz que são os fiéis que não querem a manutenção da mesma.
O presidente da comunidade ucraniana, Demetrio Gulak, afirma que quando anunciaram que seria construído uma nova igreja, a prefeitura formou uma comissão para tentar preservar o templo original, mas que depois não demonstrou interesse em realizar uma reforma completa. ‘‘Estamos até hoje esperando por uma proposta oficial por parte da administração. Já estamos cansados de esperar. Parece que ainda não perceberam que as condições atuais colocam em risco a segurança das pessoas’’, reclama.
O líder da Igreja do Rito Ucraniano Católico, dom Efrain Basílio Crevei, concorda que a melhor solução é demolir a igreja, pois a estrutura está toda comprometida pela ação do tempo. Ele diz que esteve em contato com o prefeito Edgar Bueno (PDT), porém não chegaram a um acordo sobre qual a melhor solução para o templo. ‘‘Não adiantaria fazer uma recuperação superficial que não resolveria o problema. Por isso, vamos demolir a original e construir uma réplica que será colocado ao lado e ajudará a manter um pouco da história’’, ressalta.
O secretário municipal de Cultura, Eduardo Marassi, contesta as afirmações dos membros da comunidade ucraniana, ao dizer que eles preferem a demolição, por isso, estão divulgando que a prefeitura não demonstrou interesse. Para ele, o fato de já terem um projeto arquitetônico para a construção de uma nova igreja demonstra quais suas pretensões.
Marassi observa que se fosse feito um tombamento histórico do monumento, o município teria muitos gastos com sua manutenção. ‘‘Vamos comunicar ao prefeito a decisão deles porque não há muito para fazermos. Desde o início das negociações eles mostraram interesse em construir uma igreja nova’’, declara.
O estudante do curso de História e Turismo, Ademar Schuhli, que fazia parte da comissão municipal constituída para encontrar uma solução para o problema, lamenta a demolição da igreja e afirma que faltou empenho por parte do município e do Estado para a restauração da mesma.
Ele acredita que a administração municipal teria meios de conseguir verbas junto ao Governo do Estado para a conservação do templo. Para Ademar, a construção de uma réplica não será suficiente para manter a história da igreja construída há mais de 34 anos. ‘‘Sem dúvida quem mais perde com essa decisão é a cidade de Cascavel, daqui um tempo ninguém mais vai lembrar que a igreja existiu’’, lamenta o estudante.

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