O arcebispo metropolitano de Maringá, d. Jaime Luiz Coelho, divulgou nota em repúdio à decisão do juiz Luiz Carlos Gabardo, autorizando um aborto. D. Jaime afirma que a justificativa de que o juiz tem que amenizar o rigor da lei, já que esta não dá mais conta da realidade colocada pelo avanço da ciência, ‘‘é a legitimação do assassinato de uma pessoa inocente e indefesa, e que tem direito à vida’’.
Para d. Jaime, o juiz, o promotor de Justiça, o advogado, ‘‘têm a obrigação de promover a Justiça, isto é, dar a cada um o seu direito, e não camuflar a lei para querer justificar o seu ponto de vista’’. O arcebispo cita ainda o papa João Paulo II, que ratifica o ensinamento da Igreja Católica, em sua Encíclica ‘‘Evangelium Vitae - O Evangelho da Vida’’, sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana. D. Jaime cita um trecho da encíclica: ‘‘Dentre todos os crimes que o homem pode realizar contra a vida, o aborto provocado apresenta características que o tornam particularmente grave e abjurável’’.
D. Jaime diz que, se a lei está ultrapassada, a obrigação dos magistrados é ‘‘aprimorá-la e não deturpá-la, buscando-se fazer com que a lei proteja todos os indivíduos e não favoreça este em detrimento daquele’’.

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