Igreja quer volta do ensino religioso
Dimitri do Valle
De Curitiba
A direção da Associação Interconfessional de Educação (Assintec) pediu ontem em Curitiba que a Secretaria de Educação do Estado reestabeleça o ensino religioso nas escolas públicas. O presidente da entidade, Dom Moacyr José Vitti, disse que hoje apenas entre 10% a 15% das instituições de ensino mantêm a educação religiosa como disciplina nas salas de aula.
O convênio que financiava a especilização de professores e a compra de material didático foi suspenso pela secretaria em 1997. A Assintec é a responsável pelo acompanhamento da educação religiosa nas escolas do Estado e congrega representantes dos cristãos, entre quais católicos e evangélicos.
De acordo com o presidente da Assintec, a disciplina de educação religiosa pode ser um fator que combata a violência e o consumo de drogas nas escolas. Depois que o convênio acabou, as brigas, drogas e todos os tipos de indisciplina só aumentaram, lamentou o religioso. Na época em que a parceria foi desfeita, dom Moacyr VItti relatou que o governo alegou problemas de ordem financeira para prosseguir com o projeto.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação informou que a reinclusão do ensino religioso nas escolas está sendo estudada. A secretaria de Educação, Alcyone Saliba, informou, por meio da assessoria, que as disciplinas complementares entre elas o ensino religioso voltarão a ter toda a atenção quando a situação financeira do Estado melhorar. Atualmente, os gastos estão sendo concentrados, prosseguiu a secretária, nas matérias que contribuem mais fortemente para o desenvolvimento das competências básicas definidas nos Parâmetros Curtticulares Nacionais do MEC (Ministério da Educação), o que inclui disciplinas como português, matemática e ciências. Segundo a Secretaria da Educação, dos 1872 estabelecimentos de ensino que mantêm alunos de 5ª a 8ª série no Estado, 220 têm aulas de ensino religioso (12%).





