Igreja pede que juiz se afaste do caso 'Miranda Leal'
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terça-feira, 11 de dezembro de 2001
Lucinéia Parra<br>De Maringá 
A igreja Só o Senhor é Deus entrou com pedido de suspeição do juiz da 6 Vara Cível de Maringá, Belchior Soares da Silva. A assessoria jurídica da igreja alega falta de imparcialidade nas decisões de Silva na ação que os atuais dirigentes movem contra o pastor Miranda Leal, fundador da Só o Senhor é Deus. Leal é acusado de levar R$ 6 milhões do patrimônio da igreja, ao renunciar o cargo de presidente, no final de 1999.
Em setembro deste ano, Silva cassou a liminar que concedia à atual diretoria da igreja administrar a Rádio Difusora de Londrina e outros bens que pertencem à Só o Senhor é Deus. Dois apartamentos e uma Mercedes estavam indisponíveis e com a decisão de Silva foram liberados para Leal. O desembargador do TJ do Paraná, Troiano Neto restabeleceu a liminar da igreja, garantindo a administração da rádio e a titularidade dos bens.
No entanto, apesar do restabelecimento da liminar, a igreja alega que no período que decisão do juiz benefeciou Leal, sofreu atos criminosos como o envio de drogas para as sedes de Maringá e Londrina e um incêndio na chácara que abriga os equipamentos de transmissão da Rádio Difusora. No pedido feita pela igreja, a assessoria jurídica enumera dez motivos para a suspeição do juiz. No pedido de suspeição, a assessoria jurídica da igreja afirma que Silva procede com total parcialidade e não inspira qualquer confiança e segurança. O pedido foi entregue sexta-feira e o juiz não se pronunciou sobre o caso.


