Josoé de CarvalhoAjuda aos sem-tetoAdventistas sábado no conjunto Newton Guimarães: assistênciaOs sem-teto que ocupam terreno no conjunto Newton Guimarães (zona norte de Londrina) receberam, no último final de semana, cestas básicas de alimentos e assistência médica. A ajuda partiu da Igreja Adventista do 7º Dia do conjunto Parigot de Souza, que criou o Projeto Repartir, especificamente para as famílias daquela invasão.
A idéia de auxiliar os sem-teto surgiu há algumas semanas, quando uma das integrantes da igreja recebeu a visita de um sem-teto, que pedia comida. ‘‘Visitamos a área invadida e constatamos que as famílias viviam em condições subumanas, sem água encanada, energia elétrica e em condições péssimas de saneamento’’, observa o pastor Josias Fonseca Lopes.
Segundo o pastor, a igreja, com o apoio da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra), começou a mobilizar a população para arrecadar alimentos. Ao todo, foram distribuídos, no último sábado, 94 cestas básicas. Ele informa que 230 famílias vivem na área ocupada.
Três médicos ligados à Igreja estiveram no local no sábado para consultar os sem-teto. Foram distribuídos medicamentos fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde de Londrina. Pastor Josias explica que foram constatados muitos casos de diarréia, verminoses e desidratação. ‘‘Há também várias mulheres grávidas sem nenhum tipo de acompanhamento’’, ele conta.
Pastor Josias afirma que o próximo passo do projeto é arrecadar cobertores e agasalhos. Além disso, a igreja se comprometeu a distribuir um sopão no acampamento, duas vezes por semana. ‘‘Durante a Semana Santa, vamos realizar uma programação espiritual com eles’’.
As famílias de sem-teto ocupam o terreno desde outubro do ano passado e vieram de outras ocupações em fundos de vale da zona norte. A área, de 15 alqueires, pertence à Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), que, logo após a invasão, entrou na Justiça com pedido de liminar de reintegração de posse.
Segundo o assessor jurídico da Codel, José Valmir Moro, a liminar foi concedida, mas os invasores não quiseram sair ‘‘amigavelmente’’. Nos próximos dias, ele deve se manifestar perante a Justiça sobre o despejo das famílias. Paralelamente, ele explica que está sendo realizado um acordo para permutar a área para a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld).

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