Dorico da SilvaProblemas de infiltrações põem em risco vida dos fiéisA Igreja Matriz de Nova América da Colina (32 quilômetros ao sul de Cornélio Procópio) está interditada desde segunda-feira por medida de segurança. O templo apresenta várias rachaduras provocadas por infiltrações e parte do telhado está condenado. A avaliação foi feita pelo Corpo de Bombeiros (CB) de Cornélio Procópio. Ainda não há previsão de quando a igreja poderá ser reaberta. Enquanto isso, as missas vão ser realizadas no salão paroquial ao lado da igreja, ou ainda no pátio.
O capitão do Corpo de Bombeiros, Jorge Luiz Pereira, informou que o próprio pároco, Marcos Waine, solicitou uma vistoria, preocupado com as estruturas da igreja. ‘‘Constatamos a presença de várias infiltrações e problemas nas paredes laterais da edificação. Achamos por bem intervir, interditando a igreja, para não colocar a vida dos fiéis em perigo’’, afirmou Pereira. Segundo ele, a liberação do templo somente irá acontecer mediante a conclusão dos reparos e com laudo técnico fornecido por um engenheiro. ‘‘A obra é reaproveitável e por isso deverá ser breve a reabertura’’.
O bispo diocesano, Dom Getúlio Teixeira Guimarães, disse que a comunidade já está se mobilizando para as reformas. ‘‘Pretendemos começar o quanto antes, mas ainda não há previsão de término’’. Para o Bispo, o estado do templo não é caso de calamidade. ‘‘Precisa de reformas e por isso houve a interdição. É uma edificação antiga e construída pelo próprio povo’’, disse.
Dorico da SilvaMedida de segurançaEnquanto a Igreja Matriz estiver interditada, as missas serão realizadas no pátio ou no salão paroquial
Apesar da comunidade ainda não estar esclarecida sobre o problema ocorrido no templo, muitos moradores de Nova América da Colina não se conformam com as portas fechadas. ‘‘É difícil ver a porta da igreja fechada e a praça vazia’’, comentou a dona de casa, Maria Aparecida Inhesto, 57 anos. ‘‘Depois que ficamos sabendo das rachaduras, dá medo de ficar lá dentro. Tem que ter muita f钒, disse o serviços gerais Cláudio Santana, 28 anos.
A igreja matriz foi construída em 1958, pela própria comunidade. ‘‘O terreno era bastante irregular. Como a gente não tinha maquinário, todo o aterro foi feito na mão’’, lembrou o apossentado Augusto dos Santos, 68 anos. Segundo ele, o padre da época (identificado como Jerônimo) convocava 40 homens por final de semana para ajudar em sistema mutirão.
‘‘Acho que enchemos quase 200 caminhões de terra com a pá manual’’, disse Santos. Ele lembrou ainda que quando chegou na cidade a igreja já tinha os pilares prontos. ‘‘O próprio padre Jerônimo era o engenheiro’’, acrescentou.
O pároco local, Marcos Waine, se recusou a dar entrevista à Folha sobre o assunto. Ele alega que o problema das infiltrações não é tão grave como parece. Um dos fiéis que estava acompanhando o padre justificou o silêncio do pároco dizendo que ‘‘estão pintando o diabo mais feio do que ele 钒.

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