Igreja de Campo Mourão volta
a pedir abertura da Rua Brasil
Sid Sauer
Arquivo FolhaCalçadão limitou as entradas do templo aos fundos e às laterais‘‘A Igreja Católica de Campo Mourão ainda não se conformou com o fechamento, há cerca de 18 anos, da Rua Brasil, no trecho em frente à Catedral São José. Agora, quem está pedindo a reabertura da rua é o padre Francisco Robl. Ele elaborou um documento e enviou ao vereador Joani Teixeira (sem partido), pedindo que o caso volte a ser analisado pela prefeitura. O principal argumento é que o fechamento da rua deixou a catedral ‘‘sem frente’’.
No documento, Robl diz que a Catedral São José é cartão e símbolo de Campo Mourão, ‘‘pena que o acesso principal é pelos fundos ou pelas laterais’’. O padre chega a destacar que a reabertura da rua poderia ser um presente ao bispo dom Virgílio de Pauli, que completa 75 anos no próximo dia 28 e deixa a diocese, onde está desde 1981. ‘‘Por que não lhe dar uma alegria ao término de seu mandato?’, questiona Robl. O calçadão que fechou a rua, no entanto, ainda nem foi pago. Ele foi financiado pelo antigo projeto Cura e tem parcelas até 2014.
O padre ressalta que todas as entradas, seja de casas ou estabelecimentos públicos, são pela frente, o que não acontece com a catedral. ‘‘Confrontamos com outras catedrais, como as de Maringá, Londrina, Umuarama e Curitiba’’, frisa. Robl diz ainda que a reabertura da rua também é desejo da população e que a cidade irá ganhar mais estacionamentos. Além disso, diz o documento, o comércio entre as duas avenidas seria beneficiado.
Noivódromo ‘‘Os fiéis terão mais acesso ao Templo Sagrado’’, destaca o padre. ‘‘O problema das noivas será amenizado’’. O vereador que recebeu o pedido já transformou o documento numa indicação para que a prefeitura tome as providências necessárias. A reabertura da Rua Brasil já foi alvo de polêmica em 1992, quando comerciantes e o padre Jorge Wostal fizeram uma campanha para o fim do calçadão que uniu as praças São José e Getúlio Vargas e pôs fim à rua.
Na época, chegou a ser feito um abaixo-assinado reivindicando a reabertura da via. Em vão. A prefeitura entregou o caso para a Associação de Engenheiros e Arquitetos, que emitiu um parecer contrário à reabertura da rua. Com a troca de prefeito, a igreja voltou a se manifestar no ano seguinte. Como consolo, a prefeitura construiu uma rua estreita, só até metade da quadra e de acesso controlado, para facilitar o acesso de carros pela porta da frente da catedral. A pequena rua, que beneficiou as noivas em dia de casamento, foi batiza popularmente de ‘‘noivódromo’’.

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