Igreja cobra política de orientação a jovens
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de agosto de 1997
Da Redação 
Arquivo FolhaVisão católicaDom Albano: A fé esclarecida pode evitar o desfecho trágicoO arcebispo de Londrina, Dom Albano Cavallin, diz que a Igreja atualmente tem uma visão misericordiosa ao julgar o ato suicida e evidencia que a psicologia, a sociologia e a psiquiatria dão o caminho científico para as causas que levam a praticar o ato. No entanto, nesta multiplicidade de causas que nos são apresentadas, podemos observar que este sistema selvagem também proporciona às pessoas ficarem desmoronadas e sem nenhuma expectativa para a vida.
Dom Albano se diz preocupado diante do número de suicídios de adolescentes.
Ele questiona a falta de uma política social e de preparação para os jovens que em breve vão enfrentar o mercado de trabalho. A Igreja quer que se ultime valores para se conduzir dignamente esta geração. Não podemos mais conceber a luta pela sobrevivência de forma cruel, diz o arcebispo.
Dom albano também chama atenção para o consumismo desenfreado, em que os principais valores da vida são confundidos e levam a desfechos trágicos. Entre eles estão as drogas, o alcoolismo e a destruição da família. A religião não pode mais buscar a linguagem da realidade usando a Igreja como chantagem. No entanto, como religioso posso garantir que a fé esclarecida pode colaborar eficazmente para evitar o desfecho trágico do suicídio.
Até há pouco tempo a Igreja não rezava missa de corpo presente para suicida. O bispo reforça a visão misericordiosa para as pessoas que praticam o ato, enfatizando que não existe proibição a respeito. Só não fazemos a celebração se notarmos que o objetivo não é religioso, usando a Igreja como um meio para outros fins.
Ele lembra que em 1954 a Igreja proibiu missa de corpo presente para o presidente Getúlio Vargas, por achar que a solenidade tinha fins políticos.


