O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti (PT) está convencido de que as obras em andamento no Lago Igapó 2 estão sendo conduzidas da melhor maneira. ''Desassorear o lago cheio, dragando os sedimentos, é tecnicamente mais indicado do que escavá-lo seco'', disse o prefeito.
Ele afirmou que os custos do desassoreamento serão incluídos no orçamento municipal do próximo ano e incluirá também a dragagem do lago principal, além do lago do Parque Arthur Thomas (zona sul). ''O desassoreamento é uma segunda fase das obras e será feito no ano que vem.''
O prefeito afirmou que a recuperação da ponte sobre a Avenida Higienópolis (que separa o lago 2 do principal), a construção de uma barragem com mirante e vertedouro, de uma área de lazer na margem norte e a colocação de uma estrutura arquitetônica em torno da ponte serão mesmo entregues nas comemorações do aniversário da cidade, em 10 de dezembro.
As obras custarão R$ 700 mil, gastos principalmente no custo de horas/máquinas utilizadas no canteiro. Quanto às críticas de ambientalistas sobre a baixa profundidade que o lago terá quando as obras forem entregues - em média o nível será de um metro -, o prefeito afirmou que isso não acarretará prejuízos para qualidade da água, segundo alguns pareceres técnicos.
O diretor de fiscalização da ONG ambientalista Patrulha das Águas, João Batista Souza Moreira, disse à Folha que o canteiro aberto no interior do lago 2 é irregular. Para o ambientalista, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) autorizou apenas reparos na estrutura da ponte e alguns estudos.
Durante sete dias este mês, o órgão chegou a embargar a obra por não ter detalhes sobre qual seu impacto ambiental. Logo após, houve uma autorização especial para que a obra prosseguisse. Na semana passada, a chefia regional do IAP informou à Promotoria do Meio Ambiente, através de ofício, que a autorização só se restringe ao reparo na ponte e ao estudo para o desassoreamento.
O documento alerta que caso seja observados outras finalidades para a obra a prefeitura está passível de autuação por crime ambiental. A promotora Luciana Lepri Moreira ainda não se pronunciou.
''Todos nós erramos por desatenção, mas agora teremos uma chance para propor a paralisação das obras'', lembrou Moreira, referindo-se a uma reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente, composto por 44 membros, que será realizada na próxima sexta-feira.

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