IEP propõe garagem no nível da rua
LEI DE ZONEAMENTO
IEP propõe garagem no nível da rua
Mauro FrassonMudanças na lei que regulamenta as construções estão sendo estudadasTerminam essa semana as discussões sobre a regulamentação da primeira parte da lei de zoneamento e uso de solos de Curitiba, que entra em vigor dia 4 de abril. Com isso, o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IPE), Volmir Selig, espera que os técnicos municipais comecem a analisar a proposta de mudanças na lei que regulamenta as construções civis, em especial as garagens subterrâneas dos prédios.
Desde quando as mudanças no zoneamento começaram a ser proposta, o IEP defende a adoção de medidas que estimulem a construção das garagens no nível da rua. Atualmente as garagens em subsolo não contam como área construída. Porém, se elas ficarem acima do nível da rua, passam a contar.
Devido às restrições, a maioria dos construtores prefere enterrar os estacionamentos. Em uma reunião na terça-feira o prefeito Cassio Taniguchi garantiu que esse assunto será tratado pela prefeitura. O problema é que depois de chuvas muito fortes, quando as galerias de águas pluviais não conseguem dar vazão à água, essas garagens ficam inundadas por estarem ao nível do lençol freático.
O secretário municipal de Urbanismo, Carlos Alberto Carvalho, disse ontem que as possíveis mudanças estão sendo analisadas por um grupo de estudos sobre o Código de Posturas do Município. Nessa atualização está prevista a criação de um conjunto de leis específicas para as construções civis na cidade, o Código de Edificações.
Essa questão de manter ou terminar com os incentivos para as garagens subterrâneas será tratada por um subgrupo, formado por técnicos e representantes de entidades do setor, que vai propor o Código de Edificações, afirmou o secretário. A previsão é que até o fim do ano as propostas de mudanças nos códigos sejam enviadas à Câmara de Vereadores.
O presidente do IEP lembra que os danos ambientais causados pelas garagens subterrâneas são grandes. Além disso, existe a questão do encarecimento da obra e dos custos para manter essas garagens secas.
A proposta de Selig é que o município deixe de considerar a garagem no nível da rua como área construída. Assim, as obras ficariam mais baratas e não gerariam os problemas que acontecem hoje em dias de fortes chuvas, completa. (E.C.)





