Em 30 dias o prédio do Instituto Estadual de Educação de Maringá (IEEM) que está interditado desde segunda-feira poderá ser utilizado novamente por alunos e professores. A garantia foi dada ontem à diretora da escola Norma Deffune Leandro pelo engenheiro perito em estruturas Mauro Araújo, de empresa especializada de Maringá, e pelo chefe do Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom), engenheiro Guaraci Ramos. Eles descartaram a hipótese de o prédio correr perigo de desabamento.
Araújo e Ramos inspecionaram a parte do prédio de 2 mil metros quadrados que está com problemas na estrutura de um dos pilares. Com a água da chuva, a alvenaria e as esquadrias de um dos lados do prédio ficou comprometida. ‘‘A estrutura de um prédio tem flexibilidade para funcionar bem. Neste caso, não houve comprometimento a ponto de necessitar de uma nova. O que vamos fazer é reforçar a estrutura de concreto e dar uma injeção de espuma no solo, que é argiloso’’, explicou Araújo.
Este trabalho, segundo Ramos, estará terminado em 30 dias e será custeado pelo Governo do Estado. O colégio não terá gastos com as obras. O engenheiro não soube especificar o custo que a reforma terá. O prédio foi inaugurado em 1971 e já passou por várias reformas. Nesta terça-feira, as rachaduras aumentaram com a chuva e obrigaram a direção do colégio a chamar os peritos e os bombeiros, que decidiram interditar e isolar o local.
Por enquanto, 100 alunos que exigem cuidados especiais ficarão sem aulas. Como a escola ficou sem as salas de vídeo, de estágio, de educação física, centro de computação e biblioteca - que funcionavam no prédio -, cerca de 2 mil alunos ficarão sem este espaço enquanto durar a reforma. ‘‘Mas as aulas continuam normalmente. Os peritos me disseram que eu até poderia usar parte do prédio. Como sou responsável por vidas humanas, por crianças, acho melhor prevenir e esperar pela reforma’’, disse a professora Norma.
O material usado no dia-a-dia das aulas foi retirado ontem por funcionários da escola e transferido para o salão e auditório do colégio.Marcos NegriniReforma urgenteOs engenheiros Ramos e Araújo inspecionam as rachaduras do prédio do Instituto de Educação em MaringáMarccio W. Varella

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