Marcos Zanatta
De Maringá
A direção do Instituto Estadual de Educação de Maringá (IEE) decidiu suspender a manifestação programada para hoje em protesto contra o fim do curso de magistério na rede pública de ensino. O grêmio estudantil, o conselho escolar e a Associação de Pais e Professores achou ‘‘mais prudente’’ aguardar as negociações abertas entre vários setores e a Secretaria de Educação. Além de prefeitos, deputados e vereadores da região, entidades como Upes, Fiep, Sesi, Senai e o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) estão na luta pela manutenção do curso.
‘‘Se preciso vamos formar uma comissão de pais e professores para levar nossa posição até Curitiba’’, disse ontem a professora, Norma Defune Leandro, diretora do IEE. O fim do curso de magistério estava programado para 2006. Há duas semanas, no entanto, a Secretaria de Educação estadual avisou que as escolas não deveriam mais receber matrícula para o curso no próximo ano. ‘‘Temos 4 mil alunos e quase 2 mil no magistério e não podemos simplesmente falar que o curso acabou’’, afirma a professora Norma.
Ela deixa claro que a manifestação não foi cancelada, e sim suspensa até uma nova posição do Estado. Segundo a diretora, os Institutos de Educação foram criados em todo o Paraná justamente para formar professores. ‘‘Os professores formados aqui suprem a necessidade de toda a região e estão em todo tipo de escola, desde a primária rural até a universidade’’, conta.
Hoje, restam apenas dois institutos, o de Maringá e de Paranaguá. O curso de magistério de Maringá atua inclusive na colocação de mão-de-obra. ‘‘Quem se forma aqui tem emprego garantido’’, comenta a diretora.

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