De chapéu, lenço, brincos e pulseiras, Adelaide Faust foi para a ExpoLondrina, no Parque Ney Braga (Zona Oeste de Londrina) com as amigas. Aos 88 anos ela não perdeu a oportunidade de fazer o passeio com os outros integrantes do grupo de idososa. ''Valeu a pena ter vindo. Se eu tivesse em casa estaria descansando'', contou enquanto caminhava pela Via Rural, conhecida como Fazendinha. De olho nas hortaliças ela lembra da época em que morava no sítio. ''Fui criada na roça até os dez anos e dá saudade da infância quando vejo os animais e a horta''.
Além de Adelaide, cerca de 200 idosos estavam passeando na tarde de ontem pelo parque, vendo as atrações da Exposição. Eles fazem parte de grupos ligados à Secretaria Municipal do Idoso.
A tarde diferente encantou os idosos, que experimentaram iogurte e doce de leite, conheceram sobre o bicho da seda e se divertiram com os animais. Erotildes Botega Castelo, de 64 anos, estava ansiosa para chegar aos estandes de flores. ''Passear com o pessoal do grupo é muito bom porque eles têm um ritmo diferente do da família. Deu tempo de ir no dentista e na fisioterapia antes de vir para cá. As meninas do grupo são animadas. Estou adorando o passeio'', disse a integrante do grupo Convivência.
De mãos dadas o casal Fukiko, 73 anos, e Yoshihiro Okano, 74 anos, aproveitou a exposição com o grupo Nakayoshi. ''Sou coordenadora do grupo, venho com eles quase todos os anos. É muito bom encontrar as pessoas, ver as atrações e o passeio acaba sendo um exercício. Apesar da idade, a gente está forte para caminhar'', garantiu dona Fukiko.
Outro casal que aproveitou a tarde para se divertir foi Ivone Pereira, 64 anos, e José Góes, 66 anos. Integrantes do Grupo Revivência, a primeira parada deles foi na Fazendinha. ''Eu gosto de tudo aqui, desde os animais até os carros, passando pelas máquinas agrícolas'', disse José. Ivone afirmou que o melhor do passeio é o pastel de queijo. ''A gente não pode ficar dentro de casa por que a depressão bate na porta. Fiquei 15 anos sem vir passear aqui, depois que entrei no grupo (há três anos) não faltei nenhum ano'', destacou Ivone.
Durante o passeio dos idosos não faltaram comentários sobre os animais. ''Gosto dos cavalos. Se eu pudesse viria no rodeio. É diferente vir com as amigas e com a família. Com elas temos mais liberdade para conversar e para ver os artesanatos. Também gosto de vir com a família e trazer os netos para passearem'', disse Maria Aparecida Lopes, 71 anos, do grupo Revivência.
De acordo com a secretária do Idoso, Altina Gouvea, o passeio é positivo porque proporciona interação entre os grupos de idosos da cidade. ''Esta diversão favorece a amizade e a autoestima dos participantes.''

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