Maigue Gueths
De Curitiba
Até alguns anos atrás, envelhecer significava se conformar com uma vida de poucas emoções, normalmente fechada dentro de casa e muitas vezes amarrada à cama, por falta de saúde. Com o desenvolvimento da medicina, o aumento na expectativa de vida e os inúmeros programas de incentivo à melhoria da qualidade de vida para a 3ª idade, esta realidade está mudando. Ontem mesmo cerca de 600 idosos reuniram-se no 3º Encontrão da Terceira Idade, que terá como principais assuntos a melhoria de qualidade vida dos idosos e a sua colocação no mercado de trabalho.
Organizado em conjunto pela Secretaria de Estado da Criança e Assuntos da Família, pelo Programa de Estudos da 3º Idade da Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR) e mais 20 instituições públicas e privadas, o evento vai até domingo.
Mil novecentos e noventa e nove é o Ano Internacional do Idoso, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). E mais do que nunca os idosos estão se preocupando em envelhecer com qualidade. Segundo o médico geriatra João Batista Lima, que fez palestra sobre ‘‘Envelhecimento populacional e qualidade de vida’’, o grande segredo em envelhecer com saúde e sem riscos para o coração não está na boa alimentação e nos exercícios, mas sim em ser feliz.
É isso o que tenta fazer Geralda de Souza Trindade, 72 anos, que ocupa seu dia com diversas atividades, como costura, bordado, pintura, dança, coral. ‘‘Há nove meses que eu nem tomo mais nenhum remédio. Acho que faço tanta coisa que não dá nem tempo de ficar doente’’, conta animada. Ela trabalhou na roça, foi cozinheira por 15 anos e há nove está aposentada.

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