Idosos entram na universidade
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quarta-feira, 04 de março de 2009
Marcela Rocha Mendes<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - Autotranscendência. Essa palavra, que significa ir além das próprias limitações, define o que um pessoal da terceira idade busca ao se matricular nas aulas da Universidade Aberta da Melhor Idade (Uami). Todas as terças, quartas e quintas-feiras, das 14 às 17 horas, um grupo de 25 alunos, entre 50 e 85 anos, faz aulas de yoga, coral, parapsicologia, cromoterapia, naturoterapia, arteterapia e até informática.
Promovido pelas Faculdades Integradas Espírita, o curso tem duração oficial de dois anos, quando ocorre a formatura, mas é aberto àqueles que desejam continuar participando das atividades. Segundo a coordenadora da Uami, Regina Maria Miranda, a educação é continuada com um forte trabalho de desenvolvimento do lado psíquico, bem como físico.
"Aliamos a teoria e a prática. Percebemos que, muitas vezes, o idoso se deprime. Aqui, estimulamos que ele trabalhe suas relações. Muitos continuam justamente pelo convívio com o grupo", explica Regina. É o que fez Ingo Pahl, 71 anos. Ele concluiu os dois primeiros anos e voltou, nesta semana, para reencontrar os colegas. "Eu continuei basicamente pela companhia das pessoas e pelas novas disciplinas que são incluídas no currículo", conta.
Moema Garrido, a mais velha da turma com seus 85 anos, está indo para o 10º ano no curso. Após a mudança para Curitiba, em 1996, ela se viu com uma "depressão ambiental". "Sempre fui muito fechada. Depois do curso, sinto que aprendi a me abrir mais, a ser feliz. Acho que a melhora foi geral, até no espírito", comenta.


