Idosos debatem qualidade de vida
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de junho de 1998
Lucinéia Parra 
Cerca de 100 idosos de Maringá e região participaram ontem do 2º Seminário Arquidiocesano da Terceira Idade, realizado no plenário da Câmara de Vereadores. Durante todo o dia, os idosos debateram temas ligados à melhoria da qualidade de vida na terceira idade. Entre os conferencistas convidados, estava o ginecologista e obstetra Moysés Paciornik que falou sobre Envelhecer sem ficar velho.
Paciornik, que é um estudioso dos costumes dos índios caingangues, expôs com riqueza de detalhes sobre o modo de vida indígena e como o homem branco pode aproveitar seus costumes para ter uma vida melhor. Além de uma alimentação mais saudável sem o uso de sal, açúcar, farinha e gordura animal, os índios caingangues, segundo Paciornik, têm uma vida melhor, sem a maioria das doenças ligadas às comodidades da vida moderna.
Para ele, a canície (cabelos brancos), calvície, derrames cerebrais, memória prejudicada, envelhecimento precoce e outras doenças estão intimamente ligadas ao modo de vida sedentário das pessoas e a alimentação diária.
Paciornik concorda com o estudo feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que conclui que a maior capacidade de realização do homem e da mulher também começa aos 50 anos. Ele vai mais longe e diz que a velhice começa depois dos 75 anos. Antes disso, explica, o indivíduo não é velho, apenas, maduro. Paciornik deu outra dica aos participantes do evento, e disse que se as pessoas se cuidarem, depois dos 75 anos a velhice vem bem devagar.
Como cuidados, ele recomendou a continuidade do trabalho, mesmo depois da aposentadoria. Durante o seminário, um grupo de idosos, voluntários da Pastoral da Saúde, Pastoral da Criança e Provopar, se apresentou no Coral da Terceira Idade, cantando a canção Maringá, em homenagem a Paciornik que diz ser um apaixonado pela música.


