Trezentos idosos, boa parte em situação de risco, começam a receber os cartões magnéticos do Bolsa Idoso. O programa será lançado oficialmente hoje. O auxílio de R$ 100 mensais será pago pela prefeitura e é parte do programa de ampliação de renda mínima. Londrina é a primeira cidade do país a bancar esse tipo de auxílio com recursos municipais.
Os beneficiados foram selecionados pelas secretarias de Assistência Social e do Idoso. Segundo a secretária do Idoso, Maria Ângela Santini, boa parte dos cadastrados já era atendida pelas assistentes sociais da secretaria e encontram-se em situação de risco. Segundo ela, apesar de não haverem números oficiais sobre a parcela da população idosa de Londrina em situação de extrema pobreza, o número de cadastrados no programa ultrapassou 600 pessoas.
O benefício será dado a pessoas entre 60 e 67 anos sem fonte de renda que não participam de nenhum outro programa federal ou municipal. Outros critérios estabelecidos foram o número de pessoas da família, uso de medicamentos, entre outros.
Segundo a secretária de Assistência Social, Maria Luíza Rizotti, um dos objetivos do Bolsa Idoso era atingir a faixa da população que não tem acesso ao Benefício Prestado Continuado (BCP) um quarto de salário mínimo pago pelo governo Federal aos idosos carente com mais de 65 anos. ''Agora, com o Estatuto do Idoso, essa faixa será mudada, mas saímos na frente'', afirma.
A secretária também frisa que o Bolsa Idoso é uma ampliação dos programas já implantados pela prefeitura. ''Com isso podemos contemplar pessoas idosas, ampliando seu direito à qualidade de vida, assim como já atuamos nas famílias com filhos com o Bolsa Escola, por exemplo'', relata.
Segundo ela, após avaliação, o número de beneficiados deve ser ampliado no próximo ano. Cerca de 50 idosos devem participar do lançamento oficial do programa, que acontece hoje, às 9 horas, no auditório da antiga sede da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), na Avenida Juscelino Kubstcheck (área central).

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