Os brasileiros estão vivendo mais e com melhor qualidade de vida. Entre a década de 50 e os dias atuais, a expectativa de vida no Brasil saltou de 46 anos para 73,5 anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse acréscimo de longevidade tem gerado diversas mudanças comportamentais. Os idosos estão mais ativos, inclusive no aspecto sexual. O assunto que foi considerado tabu por muito tempo agora é tratado com naturalidade pela população da terceira idade.

''A sexualidade melhora com o passar do tempo porque já não existem tantas barreiras. A gente vai perdendo medos e já sabe exatamente o que quer na hora do sexo'', diz a administradora Eunice Antunes, 67 anos.

Segundo ela, um dos ingredientes para manter o desejo é encontrar o parceiro certo e manter uma vida social dinâmica. ''Fiquei viúva 30 anos atrás e há 10 me casei de novo. Meu esposo atual gosta das mesmas coisas que eu, por isso a gente quase não briga. Saímos duas vezes por semana para dançar forró e almoçamos fora nos finais e semana. Acho que isso ajuda a manter o clima de romance'', afirma.

Na avaliação da psicóloga Luciana Alvarez, a sexualidade entre os idosos deve ser vista com naturalidade. ''O sexo faz parte do cotidiano. Não é porque a pessoa atravessa a linha dos 60 anos que vai deixar isso de lado. Assim como outras atividades permanecem ao longo do tempo, o sexo também deve continuar fazendo parte da rotina'', afirma.

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