O aposentado José Alcântara, 63 anos, violentou sexualmente uma menina de 8 anos na noite de anteontem e a seguir morreu no choque de seu carro com um caminhão, na BR-277. O Fiat Uno, placas AEP-5358 (Cascavel) invadiu a pista contrária e a Polícia está convencida de que Alcântara provocou o acidente buscando a própria morte.
Alcântara, ex-funcionário do Incra, aposentado há 1 ano, era casado, muito conhecido e respeitado no Parque São Paulo (zona central), onde morava.
Ele era amigo do pai da família da menina F.A.M., Antônio Aparecido Maceió, e costumeiramente a levava para passear, comprando-lhe doces. Na quarta-feira, Alcântara saiu com F.A.M., por volta das 17h30, em seu Fiat Uno e a deixou em sua casa, no bairro Coqueiral (zona oeste), por volta das 20h30.
A menina foi direto para o banheiro, escondendo-se da mãe, que a seguir conseguiu conversar com ela. Então, contou ter sido violentada por Alcântara e mostrou forte sangramento na região genital.
Os pais da menina chamaram a Polícia Civil, que a conduziu ao Hospital Regional. Os médicos constataram extrema violência do ato sexual e foram necessárias cirurgias. Uma irmã de F.A.M. viu o Fiat de Alcântara circulando, avisou a Polícia e começou então a perseguição, pouco antes da meia-noite. O carro seguiu para a BR-277, saída para Foz, seguido a distância de aproximadamente 50 metros pelos policiais. Segundo o delegado Almeri Pedro Kochinski, ‘‘esperavam o melhor momento para abordá-lo’’.
O Fiat passou de forma brusca para a contramão, chocando-se violentamente com o caminhão Mercedes-Benz 1113, placas ADQ-5802, de Dois Vizinhos (PR), dirigido por José Rodrigues, 33 anos. Alcântara teve morte instantânea.
Ouvido ontem pelo delegado Almeri, o motorista do caminhão confirmou a impressão tida pelos policiais que seguiam o idoso. Ele teria feito manobra brusca e jogado o automóvel deliberadamente contra o caminhão porque sua marcha até aquele instante era normal, sem que se notasse estar descontrolado.
O delegado observa que dificilmente o acidente teria ocorrido em função da perseguição policial. ‘‘A perseguição não era acintosa e a viatura guardava distância prudente’’, afirma. ‘‘Alcântara era tido como cidadão de bem, pode ter sido dominado pelo remorso e buscou a morte’’, presume. A mãe da menina, Delsuita Maceió, está inconformada com o que ocorreu com sua filha. ‘‘Fico mais revoltada porque aquele homem era grande amigo de meu marido e dizia que gostava muito da menina’’.

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