Idoso é velado duas vezes em Ibiporã
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sexta-feira, 28 de março de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Amigos e familiares de Quirino Alves de Lima, que faleceu no último dia 26 na Santa Casa de Londrina, foram surpreendidos com a suspensão do velório, realizado em Ibiporã (Norte), a poucos instantes do sepultamento. Por falta do laudo de necrópsia - o aposentado havia dado entrada no hospital no início de dezembro após ser atropelado -, o corpo precisou ser levado para o Instituto Médico Legal (IML) para que fosse constatada a causa da morte.
Uma das filhas do aposentado, Fátima Alves de Lima, 37 anos, contou que no dia 3 de dezembro do ano passado, o pai saiu de casa, no Jardim Canadá, para receber a aposentadoria e acabou vítima de um grave atropelamento: sofreu traumatismo craniano e diversos ferimentos. O aposentado foi encaminhado para a Santa Casa. O falecimento ocorreu um dia depois dele ter completado 99 anos de vida. Mas, como foi registrado já adulto, Lima tinha formalmente 77 anos.
Os familiares foram informados do óbito e, pouco depois das 3 horas de quinta-feira, o corpo chegou à casa onde seria realizado o velório. Por volta das 15 horas de anteontem, o carro da funerária voltou ao local e esclareceu que o corpo deveria ser levado ao IML para que fosse necropsiado, uma vez que Lima havia dado entrada no hospital como vítima de um atropelamento. O sepultamento estava marcado para as 17 horas e teve de ser remarcado para o dia seguinte.
O velório só foi retomado por volta das 22 horas. Com isso, o corpo passou mais uma noite na casa e só foi sepultado na manhã de ontem. ''Para nós foi uma situação horrível. A gente já estava sofrendo com a morte e daí vêm aqui e resolvem levar o corpo novamente. Foi tudo muito triste'', lamentou Fátima.
O diretor técnico da Acesf, Paulo César dos Santos, explicou que o corpo foi liberado para a família porque o atestado de óbito relatava que Lima havia morrido de causas não violentas. Em nota, a assessoria da Santa Casa esclareceu que o documento foi inicialmente feito como morte natural e não como acidente de trânsito porque na emergência pouco antes do óbito, o aposentado foi socorrido por um médico que não era o mesmo do paciente. ''Na declaração, o médico se baseou nas causas vigentes da morte e nas últimas informações do prontuário, que relatam outras patologias como complicações do quadro, além das causas diretas do acidente de trânsito'', finalizou o hospital.


