Idosas conhecem os benefícios de fazer fisioterapia na piscina
Áureo Nogueira
Um grupo de idosas de Cambé (13 km a oeste de Londrina) esqueceu o frio dos últimos dias e lançou-se à piscina de uma academia para descobrir o alívio que a água pode proporcionar às dores musculares e ainda ajudar no relaxamento. Com idade entre 60 e 91 anos, elas começaram a fazer fisioterapia utilizando o método Watsu (técnica oriental de massagem na piscina).
Já na primeira sessão, realizada na semana passada, as senhoras sentiram os benefícios do Watsu. Ah! É como se estivesse remoçada, disse Matilde Moçato, de 75 anos, três filhos e três netos, minutos depois de sair da piscina. Apesar de ser a primeira sessão, estou me sentindo como se tivesse desenferrujado as juntas, emendou Carmen Santina de Paulo, 73 anos, solteira.
A terapia é desenvolvida na academia Aquatic Sport por estudantes de fisioterapia da Universidade Norte do Paraná (Unopar), sob a coordenação do professor José Lima, fisioterapeuta especialista em ortopedia e traumatologia. É um convênio de extensão entre a Unopar e o Grupo Amar é Viver, com o apoio da academia, que possibilita aos estudantes aplicar as técnicas de hidroterapia. Ao grupo de senhoras, proporciona melhor qualidade de vida, com mudança de hábitos e maior integração social, destaca o professor.
O Grupo Amar é Viver é formado por mais de uma centena de senhoras. De acordo com a coordenadora do grupo, Matilde Mazzei, pelo menos 80 delas estão na expectativa de que a fisioterapia na água lhes faça sentirem-se ainda melhor. Se na primeira sessão já estamos nos sentindo assim, tão bem, imagine daqui há algumas semanas?, reforçou Matilde, empolgada.
A coordenadora do grupo também destacou a importância da hidroterapia. As sessões de Watsu serão muito importantes para melhorar o estado de saúde de todas elas. Afinal, a partir de certa idade começam a aparecer as dores, disse seriamente, apesar do tom de brincadeira. Além disso, é mais uma oportunidade de interação social entre elas.
O método watsu foi desenvolvido nos Estados Unidos, pelo mestre do shiatsu Harold Dull, que adaptou a técnica oriental de massagem para a água, promovendo o relaxamento e alívio de dor. A palavra watsu é derivada de water (água em inglês) e shiatsu (técnica oriental de massagem).
De acordo com o fisioterapeuta José Lima, professor da Universidade Norte do Paraná (Unopar) que coordena o projeto de extensão em Cambé, o watsu permite que o fisioterapeuta faça manipulação de todas as articulações, mobilize e tracione a coluna vertebral e massageie todos os grupos musculares do paciente, enquanto ele flutua na piscina aquecida a 33 graus centígrados.
A técnica pode ser usada para qualquer tipo de paciente, especialmente os de terceira idade, detalha o professor, que é especialista em ortopedia e traumatologia, além de ter cursos em todas as técnicas de hidroterapia.





