O conto do bilhete premiado causou mais uma vítima, ontem, em Londrina. E.C.G., 68 anos, estava saindo de uma consulta médica quando foi abordada por um rapaz ‘‘baixo, com jeito humilde’’ que falou sobre um bilhete de loteria. Enquanto conversava com ele, surgiu um outro rapaz ‘‘moreno, alto’’ que foi comprovar se o bilhete era premiado e sugeriu a ela que eles ajudassem o rapaz a receber o dinheiro. ‘‘Ele disse que era do sítio e não sabia o que fazer’’. E.C.G., com os dois rapazes, foi até a sua casa, pegou R$ 1,5 mil, deu a eles e juntos se dirigiram a uma agência da Caixa Econômica para retirar o dinheiro. ‘‘Quando estávamos perto, eles pediram para eu descer, enquanto eles estacionavamo carro’’, contou. Eles não voltaram e ela foi informada pelo gerente do banco que o bilhete não era premiado. Ela achava que o prêmio era de R$ 360 mil. ‘‘Eu iria dividir R$ 60 mil com o rapaz moreno, o resto ficaria com o dono do bilhete’’, desabafou.

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