Identificado rapaz morto perto da Vila Marízia
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quinta-feira, 03 de junho de 2004
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Foi identificado no início da tarde de ontem o corpo do rapaz que foi encontrado morto anteontem próximo à Vila Marízia (região central de Londrina). Segundo familiares que compareceram ao Instituto Médico Legal (IML), trata-se do mecânico Rodrigo Sanches, de 18 anos. Ele foi atingido por mais de 15 golpes de um objeto cortante, provavelmente um facão, que feriram mortalmente sua cabeça e pescoço.
Segundo o coordenador administrativo do IML, Fernando Piccinin, o mecânico morreu de hemorragia, em decorrência da secção da artéria jugular. A violência dos golpes também provocaram traumatismo craniano. Piccinin informou que o crime teria ocorrido entre 5 e 7 horas e não duas horas antes do corpo ter sido localizado em uma rua de terra pouco movimentada, por volta de 13h30, como estimou preliminarmente a perícia técnica.
Como a vítima foi encontrada com as calças abaixadas até o joelho e apresentava escoriações nas nádegas, a suspeita é que ele tenha sido arrastado até o local onde foi encontrado. Mesmo assim, os legistas do IML colheram material para definir se ele poderia ter sofrido violência sexual. Em um dos bolsos de Sanches, foram encontrados cinco papelotes de pasta-base de cocaína e uma pequena porção de maconha. Ao lado do corpo, a Polícia apreendeu ainda um cartão de crédito e um cartão de visitas de um escritório de advocacia.
Familiares declararam desconhecer se o rapaz tinha envolvimento com drogas.
O delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Márcio Vinícius Amaro, disse ontem ''haver comentários que a vítima estava envolvida com drogas'', o que ainda não foi confirmado. Segundo o delegado, Sanches não possuia antecedentes criminais e também não tinha passagens como menor, conforme Amaro levantou junto ao Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi). Com relação ao cartão de crédito localizado próximo ao cadáver, o delegado apurou que ele pertencia a uma moradora de Cambé, que teria tido a bolsa furtada há cerca de 15 dias naquela cidade. O delegado comentou que o próprio autor, ou autores, do crime pode ter abandonado o documento no local.


