A massagista Vera Lúcia Rodrigues, 42 anos, reconheceu o corpo encontrado anteontem, na Gleba Palhano (zona sul de Londrina), como o de seu pai, o aposentado Zoir Rodrigues do Prado, 77 anos. Ele estava desaparecido desde o dia 13 de março. Vera Lúcia e o marido, Idalto, estiveram ontem no Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina depois de saber pela imprensa que um corpo com as características de Zoir havia sido encontrado.
O reconhecimento foi feito pela camisa já que estava em adiantado estado de putrefação. ''A camisa que ele usava era igual a do corpo achado, assim como a falha nos dentes da frente e a careca. Só pode ser ele'', disse Vera Lúcia. Segundo ela, seu pai sofria do Mal de Alzheimer e havia saído de casa, no Jardim Bandeirantes (zona oeste). Ela informou que Zoir não tinha problemas graves de saúde, apenas ''falhava a memória''. ''Ele não sabia nem comer nem se vestir mais sozinho. Minha mãe que tinha ajudar ele com tudo.''
Segundo o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP), Sérgio Luiz Barroso, o exame cadavérico não conseguiu determinar a causa da morte, mas não havia indícios de violência. ''A hipótese mais provável é que ele tenha perambulado até lá, sem se alimentar já que a filha falou que ele não sabia mais comer sozinho e acabou morrendo de inanição'', disse.
Segundo o delegado, uma identificação mais positiva pode ser feita quando o IML analisar uma prótese dentária da arcada superior que a família encaminhou o instituto.

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