Identificado autor de assassinato no Calçadão
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de julho de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Joaquim Antônio de Melo
informou ontem que identificou quem atirou e matou Maicon Oliveira, de 20 anos, na noite do dia 18 deste mês, em pleno Calçadão (Região Central de Londrina). Trata-se de um homem conhecido como Miro. Um outro rapaz, Tiago Sidney dos Santos, que atingiu a maioridade ontem, se apresentou ao delegado como o autor do crime e acabou sendo preso por porte ilegal de arma, já que levou a pistola que teria sido usada pelo assassino.
De acordo com o delegado, o verdadeiro autor do homicídio seria um rapaz conhecido por Miro, que teria oferecido algum tipo de vantagem para que Santos assumisse a autoria em seu lugar. Por ser menor de idade na data dos fatos, Santos imaginava que não seria preso. ''É típico dele (Miro) colocar menores para assumir seus crimes'', afirmou o delegado. Como Santos compareceu portando a pistola que supostamente teria sido usada no homícidio, acabou preso por porte ilegal e conduzido à carceragem do 2º Distrito Policial.
Melo disse que descartou a versão apresentada por Santos porque, além dele não ter sido reconhecido por nenhuma testemunha, apontou detalhes que não condizem com as investigações policiais. Ele teria dito, por exemplo, que teria chegado a pé ao Calçadão e já disparado contra a vítima quando testemunhas precisaram que o assassino teria chegado num carro branco e perseguido Oliveira antes de atirar. O delegado entrou com pedido de prisão preventiva contra Miro.
Além da autoria, Melo disse que o motivo do crime também foi praticamente confirmado. Miro estaria namorando uma ex-namorada de Oliveira, mas a jovem sempre procurava a vítima quando se desentendia com o atual companheiro. Isso teria provocado a ira do suspeito do homicídio. Oliveira foi atingido por nove tiros de pistola disparados à curta distância. Essa versão contraria a versão inicial de que o crime teria relação com o tráfico de drogas, já que Oliveira portava um papelote de crack em um dos bolsos.


