Maringá
O assaltante que matou o policial Francisco Brugnari, anteontem, no Jardim Alvorada, em Maringá, pertence a uma quadrilha que agia em Presidente Prudente (SP), Nova Esperança (PR), e Dourados (MS). A Polícia Civil de Maringá não tinha até ontem à tarde o nome completo do assaltante, mas a informação é que ele era procurado em vários Estados, acusado de roubar veículos, principalmente caminhões e carretas. Ele foi identificado como Aldo e também morreu ao ser baleado durante a troca de tiros.
Brugnari foi morto ao tentar entrar em uma casa onde estavam Aldo e Jaime Fávero, 25 anos. Ele foi atingido no tórax, rosto e cabeça pelos tiros disparados por Aldo e morreu no local. Outros dois policiais também atiraram contra Aldo, que tentava fugir.
A troca de tiros ocorreu quando os três policiais que faziam campana em frente à casa onde estavam os assaltantes decidiram entrar para confirmar as suspeitas. A polícia tinha informações de que na casa estavam pessoas envolvidas em roubos de veículos e assaltos a lojas.
Durante o tiroteio, Jaime Fávero permaneceu dentro da casa e foi preso pelos dois policiais. Em depoimento na delegacia, ele negou envolvimento com a quadrilha, mas admitiu que o irmão dele, Claudino Fávero, estava contratando pessoas para participar de roubo e furto de carros em Maringá e região.
De acordo com o delegado adjunto da 9ª Subdivisão Policial, Luiz Norberto Canhoto, Claudino está em Goiás. Ele acredita que Jaime morava em Maringá e era responsável pela venda dos veículos roubados pela quadrilha. A polícia suspeita também que outros integrantes da quadrilha estão espalhados por cidades da região e em Dourados, onde moravam Jaime e Aldo.
Na casa onde estavam Aldo e Jaime, a polícia encontrou documentos queimados, chassi de um Gol, lonas de caminhão, peças e vidros de carros. A suspeita de que os dois pertenciam à quadrilha que assaltou a joalheria Eloah na quinta-feira da semana passada não foi confirmada.
Conforme declaração da proprietária da loja, os relógios de ouro encontrados na casa não pertenciam à joalheria. O corpo de Aldo está no Instituto Médico-Legal e até ontem à tarde a família não tinha comparecido no local para retirá-lo. Já o enterro do policial foi ontem, às 16h30.

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