Identificação de garota morta no Chile será pela digital
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de agosto de 1998
Dimitri do Valle 
O consulado brasileiro no Chile deve receber nesta semana o resultado do exame de impressão digital do corpo que pode ser o da garçonete Luciene de Paula Smoralek, 18 anos. A garota, que era de Curitiba, foi assassinada em Santiago, a capital chilena, no dia 7 de agosto. O marido dela, o professor Aristóteles Smoralek Júnior, 21 anos, é acusado pela família de Luciene como o autor da morte. Ele nega qualquer envolvimento.
A cônsul-adjunta do Brasil em Santiago, Patrícia de Oliveira, disse que o resultado da comparação das digitais de Luciene com as do cadáver que está em Santiago pode apressar o translado do corpo, em caso de resultado positivo. A polícia chilena investiga a morte da garçonete sem repassar qualquer informação para o consulado. Tudo está em caráter confidencial, tanto as investigações como os exames de autópsia, disse Patrícia Oliveira. Luciene teria sido morta com pancadas na cabeça.
Na quinta-feira passada, o consulado brasileiro recebeu, através do Itamaraty, uma fotografia e documentos com as impressõs digitais de Luciene. O advogado de Aristóteles Smoralek, Osmann de Oliveira, pôs em dúvida os métodos usados no Chile para tentar identificar Luciene através de um exame de impressões digitais. Não sei se através das impressões digitais vai dar para identificar. E, depois, isso será feito em um outro país, onde os métodos são diferentes, afirmou. Osmann de Oliveira afirmou que seu cliente não matou Luciene. Mesmo que o corpo seja dela, não quer dizer que foi ele, disse.


