Basta um descuido no portão aberto e lá se vai o cachorro pela rua, em disparada. Se o proprietário não se atenta, o bicho pode se perder e depois é um problema para ser encontrado - quando isso acontece.
O que muitos donos não sabem ou não se lembram é que é fácil evitar esse tipo de dissabor. Há várias maneiras de identificar os animais e facilitar que sejam devolvidos quando fugirem. Segundo a médica veterinária Cristiane Sella Paranzini, de Londrina, o método mais popular é a coleira com a plaquinha. ''É barata e pode ser gravada na própria loja ou no relojoeiro'', explica.
Porém, devido ao espaço, poucos dados podem ser gravados, como o nome do cão e o telefone do proprietário. Alguns animais também não se adaptam e acabam arrancando a plaquinha. ''É comum os animais não usarem a coleira o tempo todo também, isso dificulta o uso da plaquinha de identificação'', atesta a veterinária.
GPS
Um método muito eficiente e pouco difundido ainda no Brasil é o microchip de identificação. De acordo com Cristiane, poucos proprietários optam pelo método, embora o custo seja relativamente baixo - cerca de R$ 80, já aplicado. ''Quem opta por ele geralmente são as pessoas que vão para o Exterior, onde o animal não é aceito se não for 'chipado''', explica.
O chip tem o tamanho de um grão de arroz e é colocado sob a pele, na região do dorso do animal, que geralmente não apresenta qualquer tipo de rejeição. Embora a agulha seja um pouco mais grossa do que as que aplicam medicamentos, o animal não precisa ser anestesiado. ''O chip tem um número, que é lido com um aparelho especial e vem com um certificado e uma medalha com o mesmo número do chip, para ser usada na coleira. No site da empresa o veterinário e o proprietário podem cadastrar vários dados, inclusive a foto do animal.''
Segundo a veterinária, no Brasil ainda não há disponibilidade dos chips com GPS, que permitem a localização do animal perdido. ''Essa tecnologia ainda é restrita aos Estados Unidos. Pode-se importar o produto e aplicamos aqui, mas é necessário cadastrar o chip no país de origem e pagar uma mensalidade em dólares, para que o serviço continue ativo'', esclarece.
Cristiane afirma também que a falta de um registro unificado dos dispositivos contribuem para que o método seja menos usado. Como são várias empresas, cada uma tem o seu site para registro e quem acha o animal tem que tentar em todos eles até achar o dono. ''Um banco de dados unificado ajudaria a popularizar o produto. Até por isso nem todos os veterinários possuem o leitor de chip, porque a procura é pequena e é um produto caro'', diz.
Tatuagem
Outro método disponível mas pouco usado em cães e gatos é a tatuagem, feita na parte de dentro da orelha do animal, de maneira diferente da usada em humanos. ''Por ser um método doloroso, a procura é muito pequena. Também é mais caro justamente por causa da anestesia. A falta do banco de dados também dificulta que seja usado'', afirma. Da mesma maneira, os brincos de identificação - semelhantes aos usados em bovinos também não são comuns, até porque os animais acabariam por arrancá-lo e esteticamente seriam inviáveis.

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