O Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina deve exumar, nos próximos dias, um corpo enterrado em Cornélio Procópio há seis meses identificado como Eronildes. O procedimento atende a investigações da Delegacia de Trânsito que instaurou inquérito para apurar a verdadeira identidade do cadáver.
Segundo o chefe do IML Ademar Consalter, o caso aconteceu em abril. Um corpo não identificado foi encaminhado ao Instituto que enviou as impressões digitais do cadáver para o Instituto de Identificação, em Curitiba. Poucos dias depois, duas pessoas de Cornélio Procópio, que procuravam um parente desaparecido, reconheceram o corpo e assinaram um termo de identificação. ''Conversei com a filha dessa pessoa e parece que ela reconheceu até uma marca no cadáver'', explica o delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial (SDP), Jurandir André.
O corpo de Eronildes foi levado para Cornélio Procópio onde foi sepultado. Poucos dias depois, um rapaz de Londrina apareceu no IML atrás de um parente desaparecido cuja descrição batia com a do cadáver sepultado. O estudo do Instituto de Identificação realmente apontou que o corpo pertencia ao parente do jovem. ''Era um senhor que tinha sido atropelado na avenida Tiradentes'', afirmou o delegado.
Segundo Jurandir André, o caso está com a delegada de trânsito, Paula Francineti. Ontem, não houve expediente na Polícia Civil. A reportagem da Folha telefonou para a casa da delegada, mas foi informada que Francineti estava viajando, só voltaria na segunda-feira e não havia levado telefone celular. Consalter diz que o episódio aconteceu antes de sua gestão (assumiu o cargo no dia 1º de julho) e que o IML tem pouca responsabilidade no caso. ''Se a família de Cornélio Procópio identificou o corpo, ela deve responder por isso. Apenas a investigação pode apontar se houve alguma contravenção'', explicou. Após a exumação, o corpo deverá passar por exames de DNA.

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