Os londrinenses possuem uma relação peculiar com as ruas da cidade. Sejam pelos nascidos nesta terra ou por aqueles que escolheram viver aqui, o fato é que muitos endereços são facilmente assimilados a determinados bairros, justamente pelos nomes das vias.
  Basta observar o mapeamento da cidade para se deparar com conjuntos habitacionais cujas ruas possuem temas como indígenas (Vila Casoni), africanos (Parque Ouro Verde), de cientistas (Vila Industrial), de aviadores (Jardim Santos Dumont), de flores (Jardim Interlagos), celebridades (Conjunto Vivi Xavier), profissões (Chefe Newton e União da Vitória), cafés (Conjunto Café), entre outros.
  Um exemplo está na Região Central, onde as vias de grande fluxo de trânsito, pedestres e comércio carregam nomes de Estados brasileiros. Em todo o quadrilátero central é possível ‘‘estar’’ em Goiás, Pará, São Paulo, Rio de Janeiro ou Santa Catarina.
  ‘‘Na época em que surgiram essas primeiras ruas, não existia uma lei específica para nomeá-las. Aos poucos, elas ganharam nomes de estados, traçadas pela própria Companhia de Terras do Norte do Paraná, com exceção da Avenida Duque de Caxias, que foi uma homenagem ao militarista brasileiro’’, recorda o historiador Alcides Francisco Miranda.


● Subsidiária da firma inglesa Paraná Plantations, que deu impulso ao processo de ocupação do norte e noroeste do Paraná, inclusive da cidade de Londrina



● Luís Alves de Lima e Silva, foi um dos mais importantes militares da história do Brasil no século XIX

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