Identicado corpo de homem carbonizado
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Amigo e não assaltante. É isso que afirma a filha do homem que morreu carbonizado dentro de um Monza que se acidentou na PR-445, próximo ao trevo da Warta (Zona Norte de Londrina), na madrugada de sábado. A gerente de banco Camila da Silva Miranda, 21 anos, reconheceu o corpo como sendo o de seu pai, Paulo Antônio Miranda, 50, no início da semana no Instituto Médico Legal (IML). O reconhecimento foi feito através de próteses dentárias. Oficialmente, no entanto, a polícia aguarda o resultado do exame de DNA e, por isso, o corpo foi sepultado como desconhecido.
Na manhã de sábado, o dono do Monza, o diretor de imagens Alício Batista Paiva, disse à FOLHA que havia sido atacado no rosto por três assaltantes quando chegava em casa, às três horas, no Jardim Nova Olinda (Zona Oeste). Por volta das 6h30, o Monza se acidentou na saída de Londrina e pegou fogo. Os bombeiros encontraram o corpo de um homem no banco do passageiro.
A filha da vítima tem outra versão dos fatos: ela afirma que o pai e Paiva eram amigos há cerca de 10 anos e que estariam juntos em um bar na Zona Oeste até por volta das cinco horas. Camila disse que só não conseguiu descobrir se os dois saíram juntos ou se Paiva teria dado as chaves do carro para o pai. ''Pela posição do corpo, dá a entender que meu pai estava no banco do passageiro'', citou Camila.
Na quarta-feira, Paiva retornou à delegacia de Cambé e declarou ao delegado Valdir Abraão que a versão do roubo não seria verdadeira. ''Ele disse que teria caído embriagado em um bar no Jardim Maria Lúcia e a partir de então não se recordava de mais nada. Afirmou saber que havia entregado as chaves para o amigo porque o dono do bar teria dito à ele no outro dia'', detalhou o delegado. O dono do Monza negou que estivesse ao volante ou no veículo no momento do acidente.
Ontem, Paiva faria exame de lesões corporais no IML para apurar se os ferimentos que tem no rosto poderiam ser do acidente. Se o delegado comprovar que ele estava no veículo, deverá indiciá-lo por falsa comunicação de crime e poderá responder também por homicídio culposo, se estava no volante.
Por telefone, Paiva disse à FOLHA que mudou o depoimento depois que soube que era o amigo quem havia morrido. ''Nós estávamos juntos, ele é meu amigo e não é ladrão. Eu estava embriagado, caí e desmaiei. Quando cheguei em casa todo ensanguentado e sem o carro deduzi que tivesse sido assaltado'', justificou.


