Idéia pode ajudar comunidades mais carentes
Os princípios da economia solidária e da formação de cooperativas de compra coletivas podem ser aplicados também para a população abaixo da linha de pobreza. O filósofo Euclides André Mance, se utiliza de um levantamento do IBGE de 1998 para exemplificar. ''O estudo levantou que 20% da população paranaense, cerca de 1,9 milhão de pessoas ou 511 mil famílias, ganhava menos de um dólar por dia e estava abaixo da linha de pobreza, mas que mesmo assim consumiam R$ 6,6 milhões mensais em arroz, feijão e farinha. Isso daria, por exemplo, para formar 10 mil cooperativas de consumo'', explicou.
Trabalhadores informais também podem ser beneficiados com as compras coletivas. Segundo Mance, um projeto do Sebrae Ceará mostra que se 120 vendedores de cachorro-quente montam uma rede para comprar insumo, e vendem 32 sanduíches, 52 refrigerantes e seis águas por dia, em 30 dias mantêm quatro mini-mercados, dois açougues e uma padaria funcionando.
No Rio Grande do Sul, onde a atuação da rede é mais forte, 160 projetos já foram implementados.





