Idade traz mais calma e confiança
A assistente social aposentada Ignez Vidotti tem 66 anos e dirige há 34. Para ela, que mora sozinha, conduzir o próprio carro é ''uma liberdade e também uma necessidade''. ''Carro para mim é fundamental, preciso para fazer tudo. Não realizaria uma terça parte do que faço se não pudesse dirigir'', diz.
Ela conta que renovou a habilitação no ano passado e a próxima será dali a cinco anos, mas tem consciência de que a partir de agora as renovações serão em prazos mais curtos. ''Tive que fazer aquele curso de direção defensiva, mas de resto estava tudo normal. Sempre tive que usar óculos para dirigir, já tem essa observação na minha carteira'', conta.
Algumas pessoas usam o carro como instrumento de trabalho. Assim é para o taxista David Hill, 61 anos, 42 de habilitação e o mesmo tempo como motorista. Ele conta que faz check-up anualmente, por precaução, mas se sente em forma. ''Me sinto mais tranquilo para dirigir, mais calmo, sem tanta pressa. A idade nos traz essa vantagem'', explica.
Paulo Belebecha, 63 anos, dirige há 44 e é taxista há 15. Antes era responsável por carretas com cargas perigosas e, por isso, fez curso especial, além de treinamento para direção defensiva. Ele se orgulha pelo fato de até hoje não precisar de óculos para dirigir. ''Me sinto plenamente preparado''. (E.G.)





