ICL aguarda vistoria para liberar máquina
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terça-feira, 17 de abril de 2007
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
O Instituto do Câncer de Londrina (ICL) aguarda visita de técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para começar a atender os pacientes em tratamento irradiante (radioterapia) com um novo e mais moderno equipamento, chamado acelerador linear. ''Como se trata de um equipamento que libera irradiações, foi preciso atender uma série de exigências técnicas para a instalação do equipamento. Ainda falta a visita do físico da Anvisa'', explica o diretor-presidente da instituição, Nelson Dequech. A expectativa é que ela aconteça até a próxima semana.
O hospital atende em média 400 pacientes por dia, totalizando três mil atendimentos por mês. Deste total, cerca de 2.500 pessoas permanecem em tratamento. ''Aqui não há fila de espera. Se o diagnóstico médico for confirmado, o precesso começa imediatamente'', afirma a assistente social do hospital, Valéria Canonico.
Entre os atendidos, cerca de 125 paciente são submetidos diariamente a radioterapia. ''Hoje temos uma Unidade de Cobalto que atende estas pessoas. Com o acelerador linear, que é um equipamento mais moderno, as sessões de radioterapia serão mais ágeis e os atendimentos terminarão mais cedo. Atualmente tem paciente que recebe atendimento as dez horas da noite. Em situações mais extremas as sessões seguem até duas horas da manhã'', explica o médico radioterapeuta Alberto Kasuki Fuzioka.
Para abrigar o novo equipamento e conter a irradiação, uma sala especial, chamada casamata, foi construída. As paredes chegam a 1,80 metros de espessura de concreto puro e os revestimentos são de chumbo. As obras custaram mais de 500 mil reais e foram finalizadas a partir de doações de empresas da região. Antes, uma base estrutural já havia sido feita com recursos do Ministério da Saúde, que também disponibilizou verba para a compra do acelerador. Os investimentos com o equipamento chegaram a 650 mil dólares.
Segundo Valéria, a meta do hospital é humanizar o atendimento: ''Os pacientes chegam aqui desgastados e fragilizados por causa da doença''. O Instituto do Câncer de Londrina atende pacientes de 250 municípios da região e cerca de 94% dos tratamentos são feitos através do Sistema Único de Saúde (SUS).


