IC não tem previsão para laudo da Cacique
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quarta-feira, 13 de outubro de 2004
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
A conclusão sobre o que provocou o acidente na Companhia Cacique de Café Solúvel, ocorrido em setembro, ainda deve demorar. O laudo do Instituto de Criminalística de Londrina só vai ficar pronto daqui a alguns meses.
O perito Luciano Bucharles, responsável pela análise do extrator da fábrica - equipamento semelhante a um coador gigante - cuja coluna se rompeu, provocando uma explosão, ressalta que as peças do aparelho foram retiradas da indústria na semana passada. A fábrica fica na Avenida Tiradentes, Zona Oeste.
O material deve passar por exames químicos e mecânicos. ''Caso sejam necessários exames de resistência no material, o Estado não possui equipamentos adequados, precisando ser feita uma licitação para que possamos concluir o laudo'', explica Bucharles, que prefere não estipular prazos para a conclusão da perícia. Ele adiantou que desde o acidente na Cacique, a polícia científica já acumulou outras 70 ocorrências para investigar.
A explosão na Cacique provocou ferimentos leves nos operários Eduardo Hilário Nascimento, 25 anos, e Sebastião Augusto Gastaldon (idade não fornecida). O operador de máquina Cirso Domingos Sanches, 50 anos, teve escoriações e fraturas nas mãos.
Em outubro de 2003, um outro acidente na Cacique matou o projetista Franklin de Oliveira, 68 anos e Aparecido Alves, 34 anos. Leandro Moreira Blanco, 21 anos, sobreviveu com queimaduras de 2º e 3º graus. Os três operários foram atingidos pelo vapor do equipamento em que faziam manutenção.


