Londrina - Em Ibiporã (RML), desde novembro estão sendo desenvolvidas diversas campanhas, como ações educativas nas escolas, visitas nas empresas e um arrastão de limpeza. "Agora estamos com ações de casa em casa, inclusive com aplicação de inseticida com a bomba costal naquelas onde há casos suspeitos", explica Sebastiana Caetano Riechel, coordenadora da Vigilância Epidemiológica no município.
Também está sendo feito um reforço no número de agentes de Endemias. Segundo ela, além dos atuais 28 agentes, outros 20 devem ser contratados. "Cinco já estão sendo capacitados", diz.
No ano passado o município registrou 487 casos de janeiro a dezembro, sendo que os meses de março, abril e maio foram os mais problemáticos. O último Lira, realizado em outubro, apontou infestação de 0,6% dos imóveis e um novo índice deve ser divulgado na próxima terça-feira. "Estamos em alerta devido ao clima, mas o pico geralmente é em março", conta Sebastiana.
Para tentar diminuir o índice de imóveis fechados, atualmente 17%, os agentes também estenderam o horário de trabalho e estão fazendo visitas aos sábados. Cemitério, borracharias, ferros velhos e outros pontos de maior risco também recebem visitas quinzenais.
"Nossa preocupação é com a circulação do vírus tipo 4. Estamos esperando casos de dengue com complicação. Por isso pedimos que quem sentir febre, dor de cabeça, dor no corpo, não fique em casa esperando, procure assistência médica. Se descobrimos os casos suspeitos no início, temos como fazer o bloqueio e quebrar o ciclo viral, evitando que outra pessoa seja contaminada. Não esperamos o caso ser confirmado, já tomamos as ações preventivas. Um mosquito contaminado pode contaminar nove pessoas na mesma região", alerta a coordenadora. (E.G.)

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