A água consumida pelos moradores de Ibiporã é considerada, segundo a diretoria do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), uma das mais baratas e de melhor qualidade do Estado. A situação pode melhorar ainda mais assim que dois novos poços, perfurados em 2001 no Conjunto Pedro Morelli, começarem a ser explorados.
Uma das vantagens dos poços é a garantia da qualidade da água. Oliveira explica que muitas nascentes desembocam no Ribeirão Jacutinga, a atual fonte de abastecimento da cidade, o que aumenta o risco de poluição do manancial e de interrupção no fornecimento. Hoje, para evitar esses problemas, equipes do Samae fiscalizam nascentes e leitos do Jacutinga e de afluentes.
O que falta é dinheiro para viabilizar a instalação de um sistema de bombeamento de água dos poços até a estação de tratamento localizada no Centro da cidade. Perto de R$ 1,4 milhão já estão garantidos em repasses do Governo Federal. O município tenta agora parceria com o Estado para concretizar a obra.
A estimativa é que outros R$ 5 milhões sejam necessários para viabilizar a exploração dos poços. ''Estamos aguardando entendimentos com o governo estadual para concluir a obra'', comenta o presidente do Samae, Julinho de Oliveira.
De acordo com o prefeito licenciado Beto Baccarim (PPS), o governo do Estado já tem um pedido de parceria para fornecimento de infra-estrutura em mãos. ''Existe um compromisso entre a prefeitura e o Estado e a viabilização deve sair nos próximos dias'', garante.
Segundo o diretor de saneamento do Samae, Alexandre Casagrande, a previsão inicial era que os poços fossem de até 1.200 metros de profundidade. Por sorte, no entanto, foi necessário perfurar apenas 480 e 580 metros, graças a uma fenda geológica na área.
''Foram feitos muitos estudos sobre a potabilidade da água e a capacidade dos poços. A água sai com uma temperatura um pouco maior e vai precisar apenas da adição de cloro na estação de tratamento'', explica Casagrande.
Ele explicou, no entanto, que a exploração dos poços não deve reduzir o custo da água em Londrina. Como a vazão é ininterrupta, o custo com energia elétrica deve subir, o que vai neutralizar o benefício da economia com os produtos químicos usados no tratamento.
A Sanepar também tem a intenção de explorar o Aquífero Guarani. A previsão é que até 2008 sejam perfurados poços em pelo menos 12 cidades. O projetos mais adiantados são em Jandaia do Sul, Jundiaí do Sul e São Sebastião da Amoreira. Em Londrina, há três poços - um na Zona Leste e dois na Norte. As adutoras para levar a água para a estação de tratamento, porém, ainda não foram construídas.

mockup