Ibiporã muda coleta de lixo
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quinta-feira, 11 de setembro de 2003
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Ibiporã A coleta de lixo em Ibiporã (14 km a leste de Londrina) passará, a partir do próximo mês, a ser realizada pelo Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae). O projeto de autoria do Executivo foi aprovado na semana passada pelos vereadores e sancionado pelo prefeito Reinaldo Ribeirete (PTB). Agora, a Samae deve começar a se organizar para prestar este serviço. ''Será um processo gradativo'', afirmou Ribeirete, dizendo que a Samae deve começar a assumir o trabalho em outubro.
Atualmente o serviço é realizado pela Secretaria de Obras de Ibiporã. De acordo com o secretário José Vicentini, a Samae que já desenvolve o tratamento de água e esgoto teria profissionais mais capacitados para tratar o lixo. Além disso, a prefeitura desafogaria o setor de obras, que poderia desenvolver outros projetos.
O vereador Vitor Carrreri (PSB) também acredita que a mudança só vai beneficiar a população. ''Haverá uma melhora na qualidade do serviço, sem aumento de custo'', argumentou. O secretário de Obras garante que a Samae não aumentará a taxa do serviço, mesmo admitindo que a realização da coleta resulta em um déficit para a prefeitura. Por ano, a prefeitura de Ibiporã arrecada cerca de R$ 560 mil com este serviço.
O valor da taxa da coleta de lixo não é fixo, variando de acordo com a quantidade de vezes que é feita a coleta em cada rua, com o tamanho do imóvel e o tipo (comercial ou residencial). ''Tem gente que paga R$ 1,00 e tem gente que paga R$ 20,00'', explicou Vicentini. Há um ano a autarquia já é responsável pela cobrança da taxa inclusa na conta de água. Essa mudança, segundo o prefeito, ajudou muito a diminuir a inadinplência.
Cerca de 62 funcionários trabalham nos serviços de coleta e reciclagem do lixo. Com cinco caminhões, 15 empregados fazem a coleta de segunda a sábado. Já no seviço de varredura são 22 pessoas, e na usina de reciclagem, 25. Por dia são coletadas 12 toneladas de lixo. De acordo com o secretário de Planejamento, Marcelo Calhada, os servidores municipais vão ser capacitados para poder trabalhar na Samae, mas continurão vinculados à prefeitura.
Mas a mudança tem seus críticos. O vereador João Coloniezi (PMDB) disse não entender a urgência. ''O projeto entrou terça-feira na Câmara e na sexta-feira já foi aprovado''. Na sua opinião, a população deveria ter sido melhor informada para poder participar desta decisão que, segundo ele, afeta toda a cidade. Ele disse temer que a Samae não mantenha a mesma qualidade nos serviços já prestados.
O secretário de Planejamento rebateu a crítica. Calhada explica que foi feito um estudo sobre o assunto pelo Instituto de Desenvolvimento da Administração Pública, de Curitiba, antes de o projeto ser enviado à Câmara. Ele também lembra que a possibilidade da autarquia assumir a realização da coleta já havia sido discutida na época em que a empresa passou a cobrar a taxa do lixo.
O diretor da Samae, Jurandir Santos Barduco, garante que a mudança vai melhorar o sistema de coleta e ressalta que a Samae é uma autarquia de com 35 anos de tradição, preocupada com a preservação do meio ambiente.


