Ibiporã: Justiça proíbe jovem com suspeita de Covid-19 de sair de casa


Rafael Machado - Grupo Folha
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De plantão neste final de semana, o juiz Marcos Rogério César Rocha determinou que um jovem de 19 anos, morador do centro de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) e suspeito de ter sido infectado pelo novo coronavírus, fique em casa até o dia 30 de maio, data estabelecida pela Secretaria de Saúde da cidade para o isolamento. A liminar foi dada pelo magistrado na noite da última sexta-feira (23). 


A ordem também vale para a mãe dele, que tem 55 anos. A decisão atende uma ação proposta pelo promotor Bruno Vagaes, do Ministério Público de Ibiporã. Nela, ele descreve que o jovem foi até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento), localizada no centro do município, com sintomas leves da Covid-19. 





Ibiporã: Justiça proíbe jovem com suspeita de Covid-19 de sair de casa
Reprodução/Prefeitura de Ibiporã
 



Uma médica orientou que ele e pessoas de seu convívio ficassem em casa até o dia 30 deste mês. Segundo o MP, o rapaz não assinou o termo de consentimento e declaração de isolamento domiciliar. A profissional explicou a recomendação e disse que "o jovem compreendeu o que lhe foi informado". 


Oito dias depois, uma sexta-feira (22), a Secretaria de Saúde recebeu uma denúncia da unidade básica José Silva Sá, a mais próxima da casa do notificado, de que o moço desobedeceu o distanciamento. Ele teria voltado a trabalhar antes do prazo dado. 


O promotor tentou resolver o problema sem entrar com a ação na Justiça. Uma assessora dele foi até a residência pedir que o jovem cumprisse a medida. Ela bateu palmas insistentemente, mas não havia ninguém no imóvel. Pelo celular, o suspeito de estar com a doença disse que estava na casa de um primo, mas que "voltaria em 15 minutos". 


A promessa, conforme aponta o Ministério Público, só ficou na ligação. A servidora aguardou por meia hora e foi embora. "É evidente a recusa em cumprir a orientação do isolamento. Em contato telefônico, o advertido afirmou expressamente que tem conhecimento da recomendação prescrita, bem como tinha consciência de que deveria estar em sua residência". 




O juiz ordenou que mãe e filho fiquem em tempo integral. Se desrespeitarem a decisão, serão multados em mil reais cada um para cada ato de desobediência. A reportagem tentou contato com os dois, mas ninguém atendeu as ligações.   

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