O lago de captação de água do Ribeirão Jacutinga, em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina), passará por um processo de desassoreamento. A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito José Maria Ferreira na quinta-feira (18) e a expectativa é que o trabalho comece em até 15 dias. O cronograma da obra prevê 120 dias para a conclusão total dos serviços.

Segundo o prefeito, a intervenção vai preservar o meio ambiente, além de melhorar e agilizar os serviços do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto).

A intervenção prevê a retirada dos excessos de areia, lodo e vegetação, que reduzem o volume de água disponível para captação e tratamento. O objetivo é aumentar a profundidade útil do lago, que terá alturas variáveis, sendo que próximo a grade da captação deve chegar até 5 metros. Cerca de 60% da água consumida pela população da cidade vem do Jacutinga, enquanto os 40% restantes são abastecidos pelo Aquífero Guarani, reforçando a importância estratégica da obra para a segurança hídrica local.

O excesso de assoreamento no canal provoca a redução do volume de água armazenada disponível para captação e tratamento, em períodos de estiagem. O material acumulado também pode causar danos à bomba, equipamento mecânico necessário para captar a água do rio. O desassoreamento foi realizado, pela última vez, no ano de 2021.

Neste sentido, o trabalho que será realizado tem como objetivo prevenir problemas futuros. “Ao montante da captação, temos principalmente na região de Londrina, bairros construídos e processos erosivos. Quando chove o material é carregado para o corpo hídrico, que vai parar no canal da captação. Estamos no período ideal para a realização desse serviço, até o mês de outubro, quando temos menos chuvas, o que permite a execução do trabalho de forma mais rápida, além do menor volume de água do rio, favorecendo o processo”, explicou o diretor técnico operacional do Samae, Edivaldo de Paula.

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13 mil metros cúbicos de sedimentos

Foi necessário uma autorização ambiental do Instituto Água e Terra (IAT), que já foi protocolada e aprovada pelo técnico responsável pela vistoria. A última fase aguardada, é a emissão do documento de aprovação para realização do serviço.

Estão previstos cerca de 13 mil metros cúbicos de sedimentos a serem retirados. O material será acondicionado em tanques de sedimentação. Conforme explica o diretor de saneamento da autarquia, Dicesar Alves, “a fase líquida retornará ao rio, enquanto a parte sólida ficará estocada até atingir o estado seco, que será acondicionada em um terreno ao lado, adquirido especIficamente para isso”.

Todo o processo será acompanhado pelo Samae, que licitou a obra e fará a gestão e fiscalização do contrato. Para viabilizar o serviço, a autarquia firmou um contrato com a empresa Ecobulk, especializada em serviços de engenharia, no valor de R$ 1.000.000,00.

Entre os principais benefícios da intervenção estão a melhora na eficiência da captação de água e a preservação da capacidade do lago, garantindo um abastecimento mais seguro e contínuo para a população.

Segundo o administrador da Ecobulk – empresa paulista vencedora do certame –, Pedro Evaldo Belli, “não vai faltar empenho” para que a intervenção seja feita com qualidade. A previsão é de que o desassoreamento comece em até 15 dias, prazo que começou a contar na quinta-feira, e seja finalizado em 5 meses.

(Com informações da Agência Samae e Prefeitura de Ibiporã)

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