Ibiporã enfrenta epidemia de dengue
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quinta-feira, 08 de maio de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Ibiporã Moradores de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) estão assustados com o aumento no número de casos de dengue na cidade. O total de pessoas infectadas pelo vírus desde janeiro deste ano saltou de 150, no dia 2 de maio, para 162 na quarta-feira. Aproximadamente 490 pessoas aguardam resultados de exames que podem elevar o número de confirmações.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta que Ibiporã enfrenta uma epidemia da doença. De acordo com o responsável pelo setor de Endemias, Luiz Augusto Loredo, a situação foi constatada após a análise do último balanço dos casos, apresentado na quarta. "Fizemos a comparação do número de casos com o total da população de Ibiporã que hoje é de, aproximadamente, 50 mil habitantes. Com isso, temos mais de 300 casos positivos para cada 100 mil moradores, índice já considerado como epidemia", destacou.
As equipes intensificaram a aplicação do fumacê e o número de agentes de Endemias é considerado suficiente pela Secretaria. No total, 25 funcionários fazem a vistoria nos imóveis, outros quatro profissionais supervisionam as tarefas e um coordenador faz a gestão dos trabalhos. "Entre janeiro e abril, contratamos quatro agentes temporários, mas o contrato não será renovado. Temos um agente para cada mil imóveis, é o necessário", avaliou. Conforme Loredo, os agentes trabalham de forma setorizada e se dividem para fazer a vistoria nos 23 mil imóveis de Ibiporã.
Os jardins San Rafael e Bom Pastor e a Vila Esperança concentram 68% dos casos de dengue. O responsável pelo setor de Endemias demonstrou preocupação em relação as mudanças observadas no comportamento do Aedes aegypti, transmissor da doença. "Antes o mosquito só se desenvolvia em água limpa, parada, na sombra, etc. Agora encontramos larvas em água suja, em fossas, por exemplo. Ele está se adaptando ao clima e às condições oferecidas", disse.
Moradores do Jardim San Rafael, na saída de Ibiporã em direção a Londrina, contaram que estão apreensivos. "O povo está batalhando e o pessoal vem bastante aqui para tirar os focos. A gente cuida do quintal, mas está perigoso", afirmou a dona de casa Maria de Matos.
O comerciante Luiz Eduardo de Oliveira apontou para um terreno com mato alto ao lado de uma farmácia comunitária na Avenida Londrina. "A gente cuida, mas e aqui se alguém jogar uma garrafa de plástico e juntar água como é que a gente vai saber se tem foco?", questionou. A secretaria admite que os agentes enfrentam dificuldades para entrar nos imóveis fechados, mas tentam retornar em horários alternados. A limpeza também foi intensificada.
Na região central, moradores abriram as portas e janelas ontem de manhã para a aplicação do fumacê. O caminhoneiro José Rubens da Costa autorizou a entrada dos agentes para a aplicação do inseticida no quintal da residência. "Meu genro teve suspeita de dengue. A gente se preocupa. Tenho uma neta de dez meses", comentou.
O efeito do fumacê dura de 15 a 30 minutos. Durante este período, é importante proteger animais domésticos para evitar que eles entrem em contato direto com o produto. De acordo com a Secretaria, apesar da epidemia, não há registros de mortes com suspeita de dengue em Ibiporã.
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