Ibiporã - Após quatro vendavais em menos de 20 dias, Ibiporã (Norte) está na fase final do processo de reconstrução. O primeiro grande temporal, no dia 27 de setembro de 2009, e o último no dia 18 de outubro, foram os mais fortes e causaram o destelhamento de uma ala do Hospital Cristo Rei e escolas, além de estragos em vários estabelecimentos comerciais e residências.
Segundo o prefeito José Maria Ferreira, o decreto de situação de emergência ao governo do Estado foi realizado já no dia seguinte ao desastre. Levantamento dos bombeiros e da prefeitura indica que 300 famílias tiveram suas casas atingidas pelo temporal, mas não nenhuma ficou desabrigada. ''Contabilizamos R$ 22 milhões em prejuízo somente na cidade, sem considerar a área rural'', observa.
O governo liberou 2,5 mil telhas e R$ 250 mil para a reconstrução da ala do hospital. No entanto, ainda falta o repasse de R$ 600 mil de um convênio para a reconstrução da malha asfáltica. ''Fizemos ainda o pedido de R$ 9 milhões junto ao Ministério da Integração do Governo Federal para a reconstrução de galerias e asfaltos'', disse o prefeito, afirmando que os desastres são difíceis de prevenir.
No final do mês de dezembro, 200 cestas básicas chegaram à Ibiporã, por meio da Defesa Civil. Logo após o temporal, outras 200 já haviam sido entregues pela prefeitura. Outros estabelecimentos como as escolas municipais que ficaram alagadas e destelhadas, foram reconstruídas com verba municipal. Já as estaduais foram diretamente feitas pelo Estado. Ainda assim, o município não tem recurso para a reconstrução da Biblioteca Pública, que tinha apenas oito meses de utilização, cerca de R$ 140 mil. (M.T.)

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