FLEXIBILIZAÇÃO -

Ibiporã e Jaguapitã decidem reabrir o comércio parcialmente

Apesar do período de quarentena por causa do coronavírus, prefeituras estipulam algumas regras e liberam lojistas a voltar a atender o público

Pedro Marconi - Grupo Folha
Pedro Marconi - Grupo Folha

Desde que a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou a pandemia de coronavírus e os primeiros casos começaram a ser registrados no Brasil, cidades paranaenses suspenderam atividades comerciais e industriais, entre outros serviços. Passadas algumas semanas do fechamento, algumas prefeituras têm flexibilizado as restrições, alegando prejuízo à economia,  mesmo com abril sendo apontado como um mês de risco para proliferação da doença por especialistas da área da saúde.  


Em Jaguapitã, as lojas podem ficar abertas das 12h às 18h, de segunda a sexta-feira
Em Jaguapitã, as lojas podem ficar abertas das 12h às 18h, de segunda a sexta-feira | Divulgação Prefeitura de Jaguapitã
 



JAGUAPITÃ

Nas localidades que optaram pela reabertura, a liberação ocorreu com uma série de ações que precisam ser seguidas. Na Região Metropolitana de Londrina, os estabelecimentos de Jaguapitã voltaram a funcionar nesta segunda-feira (6). As lojas podem ficar abertas das 12h às 18h, de segunda a sexta-feira, e das 8h às 12h aos sábados. Supermercados estão autorizados entre 8h e 18h, de segunda a sábado.  




Por causa do período da Páscoa, os comerciantes que vendem produtos com esta temática estão consentidos a trabalhar até domingo (12) das 8h às 18h. Sorveterias, lanchonetes, restaurantes e cafeterias podem funcionar na modalidade delivery e entrega no local, mas sem possibilidade de consumo no estabelecimento.  


O decreto municipal manteve proibido o funcionamento de casas noturnas, tabacarias, bares, academias de ginástica, clubes, associações recreativas, atividades religiosas de qualquer natureza - salvo de aconselhamento individual -, instituições de ensino e hotéis. Também permanece vedada a locação de áreas, espaços de lazer e salões de festas.  


Entre as condutas de prevenção que foram indicadas estão a utilização de máscaras, higienização de balcões, gôndolas e mostradores, limpeza do chão a cada duas horas, controle do fluxo de clientes e uso de marcação no piso onde a pessoa deve aguardar a fila, com ao menos dois metros de distância entre uma e outra. Jaguapitã não tem registros confirmados da doença. 


IBIPORÃ

A Prefeitura de Ibiporã, depois de reunião com empresários, alterou dois itens do artigo dez, do decreto publicado em 31 de março, que suspendeu o funcionamento do comércio. Lojistas e salões de beleza e cabeleireiros poderão abrir a partir desta terça, porém, atendendo uma pessoa por vez, com máscara, sem fila de espera e com as portas fechadas ou meio abertas. Nos estabelecimentos maiores está autorizada a presença de uma pessoa a cada 25 metros de área, assim como está acontecendo com os mercados. 


“As pessoas já estão nas ruas, nos bancos para receber salários, pagar contas. Estamos na semana da Páscoa, época de comprar presentes para os filhos. As demais regras continuam e a orientação é não sair de casa, manter o isolamento social, evitar aglomerações. Só sair quem realmente precisa. Uma pesquisa indireta da secretaria municipal de Saúde mostrou que 60% das pessoas estão reclusas em seus lares e os que saem são os mesmos”, disse João Coloniezi, prefeito da cidade. 


As mudanças são válidas por sete dias e serão reavaliadas no começo da próxima semana. “A Aceibi (Associação Comercial e Industrial de Ibiporã) se comprometeu a colocar fiscais para orientar os parceiros evitar atendimento de muitas pessoas ao mesmo tempo”, contou. 


Ibiporã e Jaguapitã decidem reabrir o comércio parcialmente
Folha Arte


MARINGÁ

Depois de várias medidas consideradas rígidas, Maringá (Noroeste) afrouxou algumas determinações e liberou o funcionamento de serviços classificados como baixo risco. Decreto municipal liberou, a partir desta terça-feira (7), o funcionamento de oficinas mecânicas, borracharias, delivery de autopeças, clínicas e consultórios médicos, pets shops e roçagem de terrenos.  


No entanto, os estabelecimentos devem manter as portas fechadas ao atendimento presencial e todos devem obedecer as regras de prevenção, como controle rigoroso do fluxo de pessoas. A prefeitura garantiu que a mudança de postura seguiu “análise especializada contemplando avaliação dos riscos de propagação do coronavírus.”  


Em entrevista coletiva concedida na segunda-feira (6), o prefeito da Cidade Canção, Ulisses Maia, afirmou que a quarentena está mantida. “Isso é necessário, com o distanciamento social. A equipe de fiscalização está fazendo um trabalho grande junto com a PM (Polícia Militar), GM (Guarda Municipal), porque as pessoas ainda estão andando em bloco, como se estivesse tudo normal”, lamentou. O toque de recolher das 21h às 5h permanece ativo.  


Foram criados locais para abrigar os profissionais de saúde que estão na linha de frente no tratamento e prevenção do coronavírus. Duas escolas nas proximidades do hospital municipal e da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Zona Norte - referência para atendimentos de casos suspeitos da Covid-19 - vão receber estes trabalhadores.   


Os espaços públicos estão sendo higienizadas com frequência, principalmente no entorno das unidades de saúde e Terminal Intermodal. Maringá tem 23 casos confirmados do novo coronavírus,155 em análise, sete descartados e dois óbitos.  




CRITÉRIO DO EMPRESÁRIO

Em Goioerê e Paranavaí, ambas no Noroeste, o poder público municipal deixou a cargo dos comerciantes abrir ou não as lojas. Aqueles que decidirem por funcionar, também vão precisar ter cuidado, como disponibilizar álcool em gel para funcionários e clientes. “Quem quiser abrir terá que estudar uma cartilha a ser seguida e assinar termo de responsabilidade se comprometendo a cumprir com as regras que serão estabelecidas”, ressaltou o prefeito de Paranavaí, Carlos Henrique Rossato Gomes. 

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