Ibiporã decreta situação de emergência
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Carolina Avansini<BR>Reportagem Local 
Ibiporã - No dia seguinte à tempestade que atingiu Ibiporã (Norte), moradores dedicaram-se a limpar as ruas e contabilizar os prejuízos causados pelos fortes ventos que assolaram o município na tarde de anteontem. De acordo com o prefeito José Maria Ferreira, que decretou situação de emergência, aproximadamente 150 casas foram atingidas pelo temporal. Indústrias, escolas e outras empresas também sofreram danos. Nas ruas, árvores caídas na fiação elétrica, postes no chão e fachadas comerciais totalmente derrubadas davam pistas sobre a intensidade da tempestade.
A limpeza estava sendo feita por funcionários da prefeitura, da Samae (empresa de água e esgoto) e pela própria população. ''Lenheiros e agricultores vieram voluntariamente, com motosserras, ajudar a retirar as árvores caídas'', afirmou. Por causa da solidariedade, ainda não há registro de desabrigados.
Ele entrou em contato com o governo do Estado solicitando material para consertar a cobertura das casas destelhadas e reconstrução de uma ala do Hospital Cristo Rei, que também foi atingido pelo temporal. Depois da itempérie, o consumo de água aumentou 20% em Ibiporã, provavelmente pela necessidade de limpeza das casas. ''Estamos pedindo à população para economizar, caso contrário teremos que interromper o abastecimento para o reservatório voltar ao normal.'' Outra orientação é recolher as folhas de árvores e outros dejetos para evitar o entupimento dos bueiros.
No hospital, onde 11 leitos de internação clínica foram interditados depois que uma das alas foi destelhada pela chuva, o atendimento, ontem, ficou restrito a urgências e emergências. ''Já estamos prevendo que podem chegar casos de acidentes, porque as pessoas estão subindo em telhados e árvores para limpar as casas e empresas'', explicou a diretora executiva Ana Lucia Fabro Mesquita.
Os pacientes dos leitos atingidos, todos do Sistema Único de Saúde (SUS), foram remanejados para alas de atendimento particular. Como o hospital ficou sem energia, equipamentos estavam sendo testados para verificar se continuavam aptos a serem utilizados.
No Colégio Estadual Olavo Bilac, que atende 1,7 mil alunos em três períodos e é considerado o maior de Ibiporã, as aulas foram suspensas, ontem, para avaliação dos prejuízos causados pelo temporal e limpeza da escola. Conforme o diretor Gerson Mori, pelo menos 20 árvores foram danificadas. Um grande cedro de 36 anos caiu sobre a cobertura do pátio, destruindo parte da cobertura. A área administrativa foi atingida, assim como duas coberturas de quadras e o refeitório, onde o forro de PVC cedeu.
Representantes das secretarias estaduais de Obras e Educação vistoriaram as dependências da instituição para avaliar os prejuízos e fazer a solicitação de recursos emergenciais para reparos. ''Pretendemos voltar às aulas amanhã (hoje), mas podemos suspender novamente se voltar a chover, por causa do risco de desabamentos'', disse o diretor.
Na Rua Paulo Frontin, na Área Central de Ibiporã, os moradores continuavam sem energia e telefone na manhã de ontem por conta de alguns postes de luz que foram derrubados pelo vento. No Centro de Referência de Especialidades Médicas, que funciona no local, os médicos que não utilizam equipamentos elétricos estavam atendendo normalmente apesar da falta de luz. Muitos pacientes, entretanto, acabaram dispensados por falta de condições de atendimento.


