A contagem demográfica realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em todo o País já aponta dados preliminares que confirmam a perda populacional nos pequenos e médios municípios do Paraná.
Os dados preliminares mostram também, um acréscimo no número de habitantes em Curitiba e Região Metropolitana, e nos grandes municípios do interior como Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, mantendo-se o êxodo para os grandes centros urbanos.
O IBGE prevê divulgar até o final do ano as informações preliminares da contagem populacional. ‘‘Estamos em fase de término das visitas domiciliares nas áreas urbana e rural e paralelamente estamos fazendo a tabulação dos dados. Mas a perda populacional, nos pequenos e médios municípios, já é uma realidade’’, confirma o chefe da Divisão de Pesquisa do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos.
De acordo com a análise do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o crescimento demográfico do Paraná tem sido tão baixo nos últimos 20 anos que em 1991 a população do Estado era bem inferior aos dez milhões de habitantes que previam as estimativas feitas no início dos anos 70 para 1980.
Os municípios com até 40 mil habitantes estão dentro do processo de perda populacional desde os anos 70. ‘‘Na década de 80 houve a continuidade desse processo e, pelos dados preliminares do IBGE, os anos 90 serão marcados por uma maior intensidade nessa perda’’, antecipa a diretora do Centro de Pesquisa do Ipardes, Maria Luiza Marques Dias.
Chuvas A coleta de dados do IBGE que começou em 1º de agosto estava prevista para terminar em 90 dias. Os períodos de chuvas prolongadas atrasaram o trabalho dos recenseadores, que ainda estão em campo. ‘‘Até o final da próxima semana esperamos estar com este trabalho concluído’’, afirma Santos. Os pesquisadores também estão voltando nos domicílios encontrados fechados nas primeiras tentativas.
Ele conta que a hospitalidade da população ajudou o trabalho dos pesquisadores. ‘‘Na periferia e na zona rural a receptividade é grande. Dificilmente se perde algum dado. Os bairros de classe alta dão um pouco mais de trabalho pelas condições de segurança. Às vezes os porteiros barram a entrada dos recenseadores nos condomínios, mas depois de uma conversa explicando a metodologia, as portas se abrem e não podemos dizer que tivemos problemas em ser recebidos.’’
As informações da contagem populacional vão atualizar o número de habitantes, a faixa etária, a migração e o nível de escolaridade de cada município. O censo agropecuário, que também está sendo realizado simultaneamente à contagem populacional, é bem mais extenso e fornece 186 informações agropecuárias. Os questionários passam por uma leitora ótica e os dados finais são repassados para a sede do IBGE, no Rio de Janeiro, através de uma fita magnética.

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