Londrina já esteve entre as 10 maiores cidades do Brasil. Há 40 anos, o município ocupava a posição de sexto maior do País em termos populacionais, considerando apenas os que não são capitais. Aos 34 anos, a cidade somava 209.651 habitantes. Quatro décadas depois, com população estimada de 505.184 habitantes, de acordo com dados do IBGE, o município passou a ocupar a 17ªposição no ranking. Mas, ao contrário do que parece, a queda não significa que a cidade tenha deixado de crescer ou que tenha se desenvolvido menos que os municípios ocupantes dos primeiros lugares da lista. Para Tânia Maria Fresca, professora-doutora do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a mudança do ranking indica principalmente o desenvolvimento acentuado de outras cidades. ‘‘O que existe hoje são mais cidades atrativas’’, explicou. Segundo ela, no final dos anos 60, o Sul e o Sudeste eram as duas regiões mais importantes do País. Nos últimos 40 anos, entretanto, a intensificação do meio técnico-científico-informacional possibilitou o desenvolvimento de outras regiões. A professora critica a grande especulação financeira existente hoje no município, prejudicando a população mais carente. Segundo ela, dados aproximados e não oficiais demonstram que um terço da cidade é formada por vazios urbanos. São terrenos que ficam ‘‘parados’’ à espera de valorização. Com isso, a população de menor poder aquisitivo acaba se estabelecendo em bairros cada vez mais distantes, onde os lotes são mais baratos e desprovidos de infra-estrutura.


Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que realiza censos e organiza as informações estatísticas em âmbito nacional


Fundada em 1973, a universidade foi organizada a partir das faculdades já existentes em Londrina. Em 1984, passou a ser gratuita e, em 1995, a instituição se transformou em autarquia estadual

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

mockup