Ibama vistoria parque e constata danos ambientais
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segunda-feira, 02 de junho de 2003
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fez uma vistoria no parque Arthur Thomas, zona sul de Londrina, e confirmou o que a imprensa e vereadores da cidade já tinham denunciado: vários problemas na estrutura do lugar. O principal deles está no córrego Pica-Pau, onde a calçada se rompeu e várias árvores foram derrubadas pelo acúmulo de água. Pedras também rolaram destruindo parte da flora do parque. O pedido de vistoria foi feito pelo promotor de Defesa do Meio Ambiente, Claudio Esteves.
O administrador do parque, Sidney Antônio Berto, explicou que com o crescimento habitacional na região houve uma diminuição das áreas de absorção de água, impermeabilizando o solo. Com isso, o excesso de água de chuva acumulada acaba descendo para o parque, que está em um terreno mais baixo, provocando erosão do solo. ''É o preço da urbanização'', constatou. A água da chuva vem do loteamente San Fernando 2, construído em volta do parque.
Segundo a chefe do escritório regional do Ibama, Neusa Maria Emídio, o problema é antigo. ''O que aconteceu agora é que está danificando a vegetação e o calçamento do parque, e se a situação não for resolvida vai piorar a cada dia'', alertou. Segundo Neusa, é preciso desviar a galeria de água para fora do parque. ''Tem que redimensionar o sistema de contenção de água para mais perto do loteamento'', apontou.
O administrador do parque salientou ainda que além do córrego Pica-Pau, outros dois também sofrem com o problema da erosão, mas em menor proporção. Além disso, há redes de esgoto que passam embaixo do parque e estão apresentando problemas, sem falar do lixo que desce do lago Igapó. O trecho do Pica-Pau está interditado para visitas.
A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) informou que a Secretaria de Obras já fez os orçamentos do projeto de revitalização. O custo para fazer toda a obra fica em R$ 149 mil, mas o dinheiro disponibilizado é de R$ 110 mil, referente a um acordo entre a prefeitura, promotoria e Sanepar. A empresa pagaria o serviço em contrapartida de uma multa recebida por poluir o meio ambiente. Ainda não há data para o início da execussão do projeto. O relatório feito pelo Ibama será encaminhado para Esteves.


