Ibama tenta a retirada dos invasores
Jonas OliveiraMissãoSuperintendente
do Ibama
no Paraná,
Jonel Iurk
(centro) e
as fiscais
que irão
acompanhar
a operação
no Parque
Nacional
do Iguaçu O Ibama enviou ontem uma equipe de fiscalização ao Parque Nacional do Iguaçu (Oeste do Estado). Os fiscais notificaram os manifestantes que invadiram a Estrada do Colono para que saiam do local. O superintendente do Ibama no Paraná, Jonel Iurk, disse ontem em Curitiba que o objetivo é fazer cumprir determinação da 1ª Vara Federal, que determinou a retirada dos manifestantes do parque.
Jurk espera que a solicitação do órgão seja atendida e os invasores deixem a área o quanto antes. Caso contrário, vamos informar a Justiça Federal, que pode convocar a Polícia Federal para fazer a desocupação pela força, afirmou. Para o superintendente, o Ibama já chegou ao seu limite na negociação.
O superintendente do Ibama no Paraná disse que se a estrada não for desocupada, ele pode ser responsabilizado. Não sou o vilão da história, mas sim o réu que deve cumprir decisões judiciais, disse, referindo-se ao processo sobre o fechamento da Estrada do Colono, que tramita desde 1986 e ainda não foi concluído.
Jurk estranhou a ocorrência da invasão, que aconteceu no dia 11 de janeiro, dois dias depois de uma vistoria do Ibama. Estamos buscando uma aproximação com a comunidade, para uma discussão conjunta do novo plano de manejo do Parque Nacional do Iguaçu, que deve estar pronto no fim do semestre. Esse projeto já está com os trabalhos de pesquisa em andamento e vai substituir o plano de manejo realizado em 1981, que previa o fechamento da Estrada do Colono e revisões a cada cinco anos para alterações, que nunca aconteceram.
A equipe enviada ao Parque do Iguaçu está sendo liderada pela chefe de fiscalização do Ibama, Glória Zanelato, que além de notificar os invasores, vai vistoriar 185 mil hectares do parque para avaliar os danos ambientais causados pela invasão.
Outro lado O Movimento Popular Amigos do Parque Nacional do Iguaçu, que coordena a ocupação da estrada, divulgou uma nota na tarde de ontem em que afirma que não permitirá a entrada de qualquer agente do Ibama na reserva, a não ser que o órgão compareça ao local para fazer a entrega do Plano de Manejo, contemplando a reabertura oficial da estrada.
A nota informa também que o movimento aceita negociar apenas com o ministro do Meio Ambiente, Gustavo Krause. Essa decisão foi tomada porque, segundo as lideranças, a população da região foi traída todas as vezes que fez acordos com o Ibama.
A invasão completou 12 dias ontem. Os veículos continuam pagando R$ 5,00 de pedágio para cruzar o trecho de 17,6 quilômetros que cortam o Parque do Iguaçu, entre Serranópolis do Iguaçu (Oeste do Estado) e Capanema (Sudoeste), incluindo a travessia do Rio Iguaçu de balsa. (Colaborou Valmir Denardin)





