Ibama pode multar prefeitura por problema no Igapó
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sexta-feira, 01 de junho de 2001
Célia Guerra De Londrina 
A Prefeitura de Londrina pode ser enquadrada na Lei 9605/98 de crimes ambientais pela morte dos moluscos (caramujos) no Lago Igapó 2. A Secretaria de Obras foi alertada ontem, pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O Ibama, segundo o administrador Odair Siqueira, solicitou que os animais sejam, preferencialmente, retirados vivos. Não importa se eles possuem ou não um papel no ecossistema do lago. Eles são vida e devem ser preservados, disse Siqueira.
O Ibama admitiu que participou das reuniões que previam o resgate dos peixes e sabia da existência das espécies. Não era previsto, entretanto que elas estivessem tão próximas à superfície. O assoreamento do lago, para o instituto, deve ter sido o motivo da presença dos moluscos, pois eles deveriam estar nas áreas mais profundas do lago.
O resgate das espécies, segundo o Ibama, deve ser imediato. Caso contrário será lavrado um auto de infração, com cobrança de multa (que varia entre R$ 50,00 a R$ 50 milhões), e da responsabilidade civil e criminal da Prefeitura de Londrina. O secretário municipal de Obras, Luiz Carlos Bracarense, disse que todos os procedimentos para a retirada de moluscos estão sendo realizados de acordo com as orientações do Ibama, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e especialistas da área de meio ambiente. Obviamente que alguns vão morrer, mas estamos fazendo de tudo para retirá-los vivos do lago. O Ibama tem acompanhado o nosso trabalho e nos orientado. Vamos continuar realizando o mesmo trabalho que estamos fazendo desde o início porque estamos tomando os devidos cuidados para preservá-los, disse.
Ontem, as obras no Igapó 2 se concentraram na reforma do vertedouro da ponte da Avenida Higienópolis e na retirada total dos peixes.(Colaborou Edna Mendes)


