O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não acatou o recurso da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) contestando a aplicação da multa de R$ 168 milhões em decorrência do vazamento de óleo nos Rios Barigui e Iguaçu, no dia 16 de julho. Por ter recorrido, a Repar também perdeu o desconto de 30% sobre o valor da multa.
A refinaria tem mais 20 dias para entrar com recursos junto à presidência do Ibama, em Brasília. Se os autos forem mantidos, ainda pode recorrer ao Ministério do Meio Ambinte e ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A assessoria de imprensa da Repar informou que até o final da tarde de ontem a empresa não havia recebido a notificação, por isso não poderia se pronunciar a respeito da decisão do Ibama.
A Petrobras recorreu da multa alegando que já havia pago R$ 40 milhões aplicados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O representante do Ibama no Estado, Luiz Antônio Nunes de Melo, acredita que tanto o órgão estadual quando o federal têm competência para a aplicação das penas. ‘‘A infração do IAP diz respeito ao Rio Barigui. Já o Ibama pode multar pelo vazamento no Rio Iguaçu, que pertence à União’’, disse.

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